quarta-feira, 26 de março de 2014 - Foto: Ascom
A encenação, com duração de 40 minutos, aconteceu nas escadarias do Palácio Nilo Peçanha (Leia mais abaixo)


A apresentação da peça “O Auto de Criação da Câmara Municipal” encantou os que compareceram na Câmara de Vereadores de Campos na noite desta quarta-feira (26). A encenação, com duração de 40 minutos, aconteceu nas escadarias do Palácio Nilo Peçanha, sede do Legislativo, que ficou completamente tomada.
Todos os presentes receberam o texto do espetáculo, baseado no livro Câmara de Campos, 360 anos, de Avelino Ferreira, atual superintendente administrativo da Casa de Leis.
Com a realização da peça, a Câmara também prestou uma homenagem a Campos, nas comemorações dos 179 anos de elevação à categoria de cidade.
A autoria foi do dramaturgo e jornalista, Winston Churchill, com cenário e figurino de Ronei Brandão, direção musical de Átila de Carvalho e produção, Nana Rangel.
Churchill explicou que a opção pelo formato Auto para teatralizar fatos históricos de Campos se dá por suas qualidades, pois é gênero teatral clássico e didático que utiliza versos, dança e música. (Leia mais abaixo)
“O Auto foi muito utilizado aqui no Brasil pelos padres da Companhia de Jesus, principalmente por José de Anchieta, na catequese dos índios”.
Ele disse que o texto poético ressalta a formação democrática da Câmara, com seus membros eleitos e não por obediência à ordem real, na época em que o país era colônia portuguesa. “A intenção dessa montagem foi despertar no público o interesse pelo conhecimento de nossa história, grande parte dela construída pela Câmara Municipal”.
O espetáculo contou parte da história da formação da Câmara, em 1652, começando com a efetiva colonização em 1933, quando foram trazidos para a então Capitania da Paraíba do Sul, os primeiros bovinos. Por isso, a história começa com o boi.
Para o presidente da Casa, vereador Edson Batista, a peça foi uma maneira de resgatar a história com arte, bom humor e, com isso, “preservar nossa identidade”. Para ele, os professores, estudantes e a população em geral não podem continuar desconhecendo a história, os fatos e pessoas marcantes desde a capitania de São Thomé até os dias atuais.
Na opinião do presidente, um povo sem memória está fadado ao desaparecimento, ao esquecimento. “Temos o dever de preservar a nossa História, nossos patrimônios material e imaterial e, por isso, o nosso Legislativo promove eventos culturais como esse”, afirmou. (Leia mais abaixo)
O vereador Paulo Hirano ressaltou o momento como histórico. “A história é antiga e muito rica. As pessoas devem procurar uma biblioteca mais próxima para aprofundar o conhecimento sobre a Casa de Leis”.
Já Avelino Ferreira disse estar honrado de ter um texto seu encenado por um grande diretor como Churchill. “A satisfação também é grande pelo fato de a Câmara estar recebendo artistas da terra. Essa história nunca foi contada e tudo isso só está acontecendo graças à sensibilidade do Dr. Edson Batista, que tem se preocupado em resgatar o patrimônio histórico e cultural do município”.
O Auto foi a terceira peça que Churchill apresentou na Câmara. Em maio do ano passado foi o Auto sobre a elevação da Vila de São Salvador à categoria de cidade e em dezembro, a vida de Nilo Peçanha, narrada em versos de cordel.
FICHA TÉCNICA
Jô Maciel – narrador 1 (Leia mais abaixo)
Samyla Jabor - narrador 2
Winston Sebastian - narrador 3
CORO FEMININO
Ana Luiza Corrêa
Jovana da Hora (Leia mais abaixo)
Marisângela Lage
Nicolle D.Müller
Noêmia Moraia
Oguianne Sardinha
CORO MASCULINO (Leia mais abaixo)
Edu Birchler
Lucas Rodrigues
Luciano Aguiar
Luiz de Matos
Murilo D’ Lima (Leia mais abaixo)
Rafael Lamparão
Yan Freitas