Sexta-feira, 01 de fevereiro de 2013 (Foto: Arquivo)
Os principais prejudicados com as mudanças foram os pescadores da região da lagoa (Leia mais abaixo)
Segundo levantamento feito pela UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), nesta quinta (31), mostrou que a quantidade de sal chega a ser 3 vezes maior que antes do início da construção do Porto do Açu.
A universidade explica que o motivo da salinização da lagoa seria as toneladas de areia que foram retiradas do fundo do mar, para a construção do porto. Os bancos de areia com água salgada serviram de aterro hidráulico, para a expansão do porto. A Lagoa de Iquipari, em outro distrito, tinha água doce, porém, a quantidade de sal mais do que triplicou em 2 anos.
Segundo o estudo da UENF, em 2010 tinha 2g de sal por litro d'água enquanto no ano passado foram registrados mais de 7 g de sal por litro d'água. Os principais prejudicados com as mudanças foram os pescadores da região da lagoa.
No fim de 2012, um outro estudo da universidade apontou que a água salgada nos poços queimou as plantações e causou a destruição das lavouras. O sítio do produtor rural José Roberto de Almeida foi um dos mais afetados, por que fica há menos de 3 km do aterro hidráulico. No ano passado, José perdeu 150 mil pés de abacaxi e 200 mil pés de quiabo, por que foram irrigados com água salgada.
Em nota oficial, empresa responsável pela construção do porto, OGX, disse que o aumento da salinidade na Lagoa de Iquipari foi provocado porque no ano passado o tempo de abertura do acesso ao mar foi triplicado. A abertura durou 45 dias entre os meses de junho e julho. A empresa informou também, que apesar de realizar um monitoramento próprio, a partir da próxima semana, o acompanhamento vai ser feito em conjunto com a UENF. (Leia mais abaixo)