Transposição do Paraíba: Audiência debate ações


sexta-feira, 06 de junho de 2014      -       Foto: Secom

Transposição Paraíba 1t2A Prefeitura de Campos participou nesta sexta-feira (6), na Câmara de Vereadores, da audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Bacia do Rio Paraíba do Sul na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na ocasião foi discutida a nova transposição no Rio Paraíba do Sul, proposta pelo governo do Estado de São Paulo. 

Foram debatidos argumentos técnicos e políticos em defesa da bacia hidrográfica, além de ter mobilizado a população. A audiência foi presidida pela presidente da Frente Parlamentar, a deputada estadual Inês Pandeló (PT).

Segundo o coordenador de Planejamento da Secretaria de Meio Ambiente, Carlos Ronald Macabu, essa discussão é muito oportuna, de modo que a sociedade está discutindo um tema relevante para o Estado do Rio de Janeiro. “Defendemos a tese de que o Paraíba do Sul não comporta mais a retirada de água, devido a sua situação crítica”, disse.

O secretário de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque, ressaltou que todo o cidadão brasileiro tem que assumir a responsabilidade quanto ao gasto de água. “A perda média de água tratada em todo o país é de 40%. Por isso, a importância de falarmos sobre a economia da água”, afirmou.

 Zacarias destacou que a Prefeitura de Campos criou a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), que visa um conjunto de ações de sustentabilidade, entre elas, a economia de água em todas as secretarias e demais órgãos da administração indireta do município, inclusive, nas unidades descentralizadas (UBS, creches, escolas, Cras, Creas, hospitais, entre outras).

De acordo com o secretário de Agricultura, Eduardo Crespo, é preciso ter segurança e garantia dos direitos da população. “Independente da transposição, hoje nós já estamos perdendo. Pelo terceiro ano consecutivo, a secretaria está entrando com máquinas no Paraíba para fazer o desassoreamento, para que a água possa abastecer milhares de famílias da Baixada Campista, onde há uma grande predominância de canais e que não estão funcionando, devido à falta de água”, ressaltou.



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