Atração Fatal: Entenda o terrível caso do assassinato e estupro de adolescente

VÍDEO - Delegada falou sobre crime bárbaro ocorrido nesta sexta-feira, na praia de Atafona




1º/12/2023, 15h34, Foto: Campos 24 Horas.


(Íntegra do vídeo da entrevista ao final da matéria) - A delegada titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), Madeleine Dykeman, acaba de revelar, em entrevista coletiva, dados impressionantes sobre o assassinato e estupro da adolescente Maria Eduarda Silva Barreto, de 17 anos, ocorrido na manhã desta sexta-feira (1º) na praia de Atafona, em São João da Barra. O autor chegou a ocultar o corpo da vítima embaixo de um sofá e contou ter tido conjunção carnal, além de ter tentado arrancar uma parte do seio dela. (Leia mais abaixo)


O autor Gabriel da Conceição Bento, de 18 anos - preso em flagrante - e a adolescente estudavam na mesma escola e teriam ficado amigos há cerca de um ano, quando descobriram gostar de um tema em comum: Serial killer. Foi exatamente este o atrativo utilizado pelo autor do crime bárbaro para levar a adolescente para a emboscada. Ele a convidou para ir à casa dele, com a desculpa de que iria presenteá-la com um livro sobre o tema. Ela entrou, ele a levou para um cômodo nos fundos do imóvel e a asfixiou: em depoimento, ele contou ter praticado o crime com as próprias mãos. Mas, pelas marcas no corpo da vítima, a delegada acredita que ele tenha usado um fio, possivelmente de uma escova elétrica, informação a ser confirmada pela perícia criminal.  (Leia mais abaixo)


"Ele a matou de forma premeditada, através de uma emboscada. O crime em relação ao namorado da vítima, a gente percebe que houve também a emboscada, mas nesse caso para garantir impunidade. Ele é bastante frio, fez questão de prestar depoimento. Em momento nenhum exita sua participação e sua intenção. Ele é um réu confesso", afirmou a delegada. Ela ainda confirmou não se tratar de um crime de feminicídio, porque não foi uma violência de gênero. "Ele queria matar alguém e a vítima foi a adolescente de 17 anos", explicou Madeleine. (Leia mais abaixo)


Depois de matar a adolescente, o autor, friamente, pegou o celular da vítima e confirmou que ela havia mandado mensagem para o namorado avisando que iria à casa do "amigo". Temendo ser descoberto, ele então se passou por Maria Eduarda e mandou nova mensagem pro namorado dela, atraindo-o também para a casa dele. Quando o rapaz chegou, foi levado para o mesmo cômodo onde a adolescente foi morta. Em depoimento, o assassino contou que "queria ter acertado a carótida" dele, para que a morte fosse rápida. Mas, como a vítima entrou em luta corporal com ele, a facada acertou a bochecha do rapaz. Também há perfurações por faca nas costas do namorado da adolescente. Ele foi submetido à cirurgia no Hospital Ferreira Machado (HFM) e seu estado de saúde é considerado estável. (Leia mais abaixo)    


Antes da chegada do namorado de Maria Eduarda, o autor tentou esconder o corpo dela, colocando-o debaixo de um sofá. Mas, poucos minutos depois, a morte da menina foi descoberta. A irmã do autor, que mora na casa da frente, ouviu os gritos do namorado da vítima, enquanto ele estava em luta corporal com Gabriel. Ela se assustou e correu para a casa dele, deparando-se com um cenário complemente ensanguentado. Ela então começou a gritar que seu irmão era um assassino, situação que chamou a atenção de populares. Gabriel foi levado por ela para fora de casa e ele foi agredido pelos vizinhos, que acionaram a polícia e o mantiveram no local até a chegada da viatura. (Leia mais abaixo)


Ainda com base no depoimento do assassino, a delegada contou que ele praticou canibalismo: teria tentado arrancar um parte do seio da vítima, depois que ela já estava morta. E contou ainda que teve conjunção carnal com ela (penetração) também depois do assassinato. Apesar da versão do autor, o perito legista confirmou que havia irrigação sanguínea nas paredes da vagina da vítima, o que comprova que o autor a estuprou quando ela ainda estava viva.


Nessa perspectiva, ele também responderá por crime de estupro. (Leia mais abaixo)


Histórico violento e desejo de matar - À polícia, o autor do assassinato e da tentativa de assassinato contou que desde criança sente o desejo de matar pessoas. Ele disse que ainda pequeno atraía as crianças para casas abandonadas, na intenção de matá-las, mas esquivava antes de tomar qualquer iniciativa. Desta vez, diante do desejo de matar alguém, ele achou que Maria Eduarda seria uma presa fácil e que conseguiria atraí-la utilizando  tema de serial killer, e assim o fez. Ele disse que nunca teve relação afetiva com a vítima, tampouco tenha tido um amor platônico por ela. A escolha da vítima teria sido aleatória, diante da facilidade de levá-la para a emboscada.  


A família do assino confirmou que, em situações de raiva, Gabriel costumava dizer "vontade de matar aquele povo". Mas, ninguém nunca acreditou que o desejo fosse ao pé da letra. Entendiam ser apenas uma forma de expressar sua raiva ou seu descontentamento com a situação. Sobre o comportamento dele, a família contou que após a pandemia ele se tornou um jovem mais quieto e se envolveu muito com jogos de GTA, mas que isso não foi um fator que acendeu alerta em momento nenhum.


Ainda em depoimento à Polícia Civil, Gabriel contou que por conta de seu comportamento violento, já teve atendimento com psicólogo, mas que nenhum diagnóstico que indicasse necessidade de tratamento foi fechado.


O jovem, autor de um dos crimes mais chocantes da região nos últimos tempos, ainda está em sede policial, na 146ª DP/Guarus. Mas será encaminhado para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. O caso foi registrado na unidade por ser delegacia de área neste final de semana. Mas a investigação do caso terá continuidade na 145ª DP/São João da Barra. Diretores da escola onde ambos estudavam devem ser ouvidos, assim como jovens conhecidos do autor e da vítima. A família da adolescente também não foi ouvida ainda.


Crimes e penas —  Gabriel da Conceição Bento, de 18 anos, responderá pelos crimes de homicídio qualificado em relação à Maria Eduarda; homicídio qualificado tentado em relação ao namorado dela - ambos os crimes preveem pena que varia de 12 a 30 anos de prisão, sendo que o tentando pode ter redução de 1/.3 a 2/3; além de responder pelo rime de vilipêndio a cadáver, cuja pena varia de 1 a 3 anos de prisão. A aplicação das penas caberá ao juiz que apreciar o fato. Assista à íntegra da entrevista da delegada Madeleine Dykeman: