14/12/2015 às 16h20 Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas


Profissionais da área de Saúde Mental e de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) realizaram um ato, na tarde desta segunda-feira (14) ,na Praça São Salvador, Centro de Campos, em protesto contra a decisão do ministro da Saúde Marcelo Castro de nomear o psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para a Gerência Nacional de Saúde Mental,
Em todo o país houve o mesmo ato em defesa da Reforma Psiquiátrica e contra a indicação de Wurch na Alerj. Uma das organizadoras do protesto, Luana de Oliveira, disse que o ato é nacional.
Os manifestantes, médicos, enfermeiros, psicólogos, consideram que a nomeação de Valencius Wurch é um retrocesso, já que ele é contrário à reforma psiquiátrica. A proposta muda radicalmente a antiga lógica dos manicômios, quando o paciente ficava internado quase que a vida toda.
O defensores da reforma afirmam que o melhor para o paciente - sem descartar ocasionais internações, em momentos de crise - é trabalhar em sua reabilitação psicossocial, ou seja, encontrar meio de reinseri-lo na sociedade. E a atual política nacional segue este caminho.
Um ponto que pesa contra Valencius Wurch é o fato de ele ter sido, nos anos 1990, diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, em Paracambi, na Baixada Fluminense, que já foi o maior hospital psiquiátrico da América Latina. Recaíram sobre a unidade acusações de maus-tratos e violação de direitos dos pacientes. Em 2012, a casa de saúde foi fechada definitivamente pela Justiça do Rio, após uma intensa batalha travada pelo Ministério Público.
Mobilização nacional
O ministro da Casa Civil, Jacques Wagner, e a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, inclusive, receberam uma carta na qual representantes de 656 entidades e movimentos da área de saúde mental manifestam preocupação com a nomeação de Wurch.