Associação Meninos de Ouro: 16 anos de acolhimento, solidariedade e fraternidade


  • 06/10/2021, 08h03, Foto. Divulgação.

Em um dos países ricos do planeta, ao mesmo tempo tão injusto e desigual, salta aos olhos o que resta de bom neste pedaço do Mundo onde tais contradições se escancaram durante a pandemia: a solidariedade de seu povo, o que confere razão absoluta à frase do folclorista Câmara Cascudo para quem “o melhor do Brasil é o brasileiro”. Na Associação Meninos de Ouro, 32 voluntários e mais outros tantos colaboradores reforçam este espírito ao manter há 16 anos esta ONG que funciona no Parque Prazeres, onde crianças, adolescentes, jovens e idosos são acolhidos através de um conjunto de ações que atenuam suas carências e abrem janelas de oportunidades para novos horizontes.

Os voluntários são profissionais de diferentes áreas como assistentes sociais, psicólogos, psicopedagogos, nutricionistas, professores e fisioterapeutas que cedem um pouco de seu tempo e dedicação pessoal e profissional para manter o atendimento a aproximadamente 300 assistidos na instituição. (Leia mais abaixo)

— Além destes 32 voluntários há ainda os outros colaboradores que fazem voluntariamente suas doações seja através de alimentos ou de qualquer outra forma — afirmou a presidente da associação, Rachel Nascimento.  

Além destes atendimentos há ainda outras ofertas de atividades como oficinas de futebol, futvôlei, violão, desenho, cabeleireiro, leitura e reforço escolar. 

A Associação Meninos de Ouro não recebe qualquer apoio do poder público ou de outra fonte. “Sobrevivemos de doações do comércio e de amigos que acreditam no nosso trabalho de 16 anos”, disse ainda Rachel.

Com o advento da pandemia, as condições de atendimento se tornaram mais difíceis. “A situação piorou porque muitos já vivam em dificuldades, depois da pandemia ficou pior porque aumenta o número de pessoas em situação de vulnerabilidade. A cada dia é um desafio, mas essas dificuldades nos animam ainda mais em prosseguir encarando esta missão desafiadora. Com mais vontade de resolver e ajudar quem mais precisa”, falou ainda Rachel. 

Rachel Nascimento enaltece o trabalho dos voluntários. “São pessoas que têm suas atividades profissionais e compromissos familiares, mas que encontram tempo e até sacrificam sua vida pessoal para se dedicarem ao próximo com um pouco do seu tempo. E ainda também nos apoiam financeiramente, nos ajudando ainda a arcar com as despesas, assim como os diretores”. (Leia mais abaixo)

A ideia da criação da associação teve inspiração do apóstolo João Carlos Cordeiro Carvalho, da Igreja Evangélica Manancial de Vida, do Parque São Caetano. “Ele é o pai da criança”, brinca Rachel, sabendo que ali cada um deixa o seu tijolinho para construir a obra do edifício da solidariedade em nome do amor ao próximo.    



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