Durante cerimônia realizada na tarde desta quarta-feira(18), na Câmara Municipal, com a presença de representantes de entidades e instituições da sociedade civil e da Prefeitura de Campos, foi assinado
um protocolo de intenções visando implantar o Parque Tecnológico de Campos. A iniciativa é da Universidade Estadual do Norte Fluminense(Uenf), e conta com o apoio da Prefeitura e da Câmara.
O Parque Tecnológico visa prover a inteligência, a infraestrutura e os serviços necessários ao crescimento e fortalecimento das empresas inovadoras e de conteúdo tecnológico.
"Há um mérito para se reconhecer que é o movimento objetivo das ações produtivas regionais. Com isso, elevar a contribuição para uma dinâmica produtiva para região. O interessante é reunir em torno desse objetivo, representações muito distintas com papéis a cumprir. É importante fazer menção ao professor Paranhos que conseguiu na verdade um grande número de instituições de naturezas muito distintas, mas em torno desse objetivo que é buscar uma participação no setor produtivo, poder público e academia que possam passar o conhecimento das atividades da região. Com o objetivo de fazer uma dinâmica que contribuía com o movimento regional . Ressaltando e renovando o momento que os objetos façam acontecer", disse Luiz Augusto Caldas, Reitor do IFF.
O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, ressaltou o espírito de união em prol de um mesmo objetivo. “É um marco histórico para Campos, com a abertura de novos caminhos que levarão ao desenvolvimento da cidade”, afirmou, ressaltando o esforço do professor Ronaldo Paranhos, diretor da “Agência Uenf de Inovação”, para tornar o parque uma realidade.
O presidente da Câmara também ressaltou que o parque de alta tecnologia é de importância fundamental para o processo de diversificação industrial de Campos. (Leia mais abaixo)
“Não podemos continuar na dependência dos royalties do petróleo, sujeitos às cotações do produto no mercado internacional. O importante é que, neste momento, instituições representativas da academia, da classe empresarial, dos poderes Legislativo e Executivo superam suas diferenças e visões de mundo para os objetivos comuns em torno da diversificação de nossa economia e do desenvolvimento regional, visando a melhoria da qualidade de vida da população, com perspectivas de instalação de novas empresas e oportunidades de trabalho”, avaliou.
Segundo o reitor da Uenf, Silvério de Paiva Freitas, desde a implantação da universidade que já se falava na criação do parque. “Sua implantação se assemelha a da Uenf, com participação popular. O parque será vitorioso e futuramente um exemplo para o país”, afirmou ele, parabenizando a Câmara pela viabilização do encontro.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo de Campos, Marcelo Neves, representou a prefeita Rosinha Garotinho. "É o início da transformação de um sonho que visa transformar a realidade de Campos. O Brasil atravessa um momento de crise em razão dos baixos preços do petróleo, que reflete sobre a nossa região. Este parque tecnológico gera outras alternativas e sinaliza um caminho para a diversificação da nossa economia, ampliando nossa cadeia produtiva", disse Neves.
Para o professor Paranhos, trata-se de um projeto audacioso. “Sozinhos, não iríamos conseguir. O caminho é a união e o trabalho em conjunto”, disse ele, destacando que, a partir da celebração do convênio, serão necessários dois anos para a efetiva implantação do parque.
Paranhos considera o polo universitário de Campos como fundamental para a consolidação do projeto. “Estou fixado há 12 anos em Campos, e percebo que há um potencial enorme com instituições centenárias como a Acic, o próprio IFF com décadas de história, universidades com 40 ou 50 anos de existência, além da própria Uenf, que em 20 anos de vida está entre as 11 universidades do País. Então, vamos unir forças e trabalhar em conjunto. A partir deste momento histórico, é trabalhar para concretizar o sonho da instalação do parque tecnológico”, afirmou o professor Paranhos. (Leia mais abaixo)
“O grande impasse que impede o desenvolvimento da região é que formamos pessoas que fazem aqui sua graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado, mas saem de Campos e vão trabalhar em outros centros do país. A partir desta nova realidade que estamos buscando construir, vamos mudar este cenário”, explicou o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Roberto Paranhos, diretor da Agência Uenf de Inovação.