Assembleia Geral da ONU aprova resolução para trégua humanitária

Resolução simbólica também pede acesso à Faixa de Gaza para proteção aos civis. Foram 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções; proposta do Canadá que condenava o ataque do grupo terrorista Hamas foi rejeitada.


  • 27/10/2023, 18h26, Foto: Divulgação.

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta sexta-feira (27) a resolução simbólica para trégua apresentada pela Jordânia sobre o conflito entre Israel e Hamas.

Além da pausa, a resolução pede ajuda e acesso à Faixa de Gaza para proteção aos civis. O texto teve 120 votos a favor, enquanto 45 se abstiveram e 14 votaram não, incluindo Israel e os EUA. (Leia mais abaixo)

A resolução foi elaborada pelos estados árabes e não é vinculativa, mas tem peso político.

Uma outra emenda, essa proposta pelo Canadá, foi reprovada. Ela "rejeita e condena inequivocamente os ataques terroristas do Hamas” em Israel a partir de 7 de Outubro e a tomada de reféns.

Foram 88 votos a favor, 53 contra e 23 abstenções.  

Aprovação pode isolar EUA e Israel   Apesar de as resoluções da Assembleia Geral não terem o mesmo peso legal que as decisões do Conselho de Segurança, elas funcionam como um indicador do consenso internacional, afirma Alexandre Coelho, especialista em Política e Relações Internacionais e Secretário do Comitê de Pesquisa da Ásia e do Pacífico da International Political Science Association (IPSA). “Uma resolução aprovada por uma grande maioria pode servir como um indicador forte do consenso internacional, o que pode, por sua vez, exercer pressão moral e política sobre os Estados em questão”, diz.

Coelho avalia que o impacto inicial da aprovação da resolução é o isolamento dos EUA e de Israel diante da comunidade internacional. (Leia mais abaixo)

A aprovação da resolução pode impulsionar novas negociações no Conselho de Segurança, segundo Coelho. A situação pode ser favorável a uma eventual nova proposta brasileira.

”Podemos dizer que a Resolução é interessante e positiva para a diplomacia brasileira, na medida em que o Brasil pode negociar, junto com os países do Conselho de Segurança, uma nova resolução que atenda a todos. Mas veja, é difícil conseguir”, afirma.



fique bem informado