Aspirador nasal: quando e como usar para ajudar na saúde do seu bebê


  • 06/06/2021, 00h20, Foto: Reprodução.

O clima ameno do outono é ótimo para ser apreciado ao longo do dia, afinal, o céu azul é um verdadeiro convite ao desfrute. No entanto, a falta de chuva, bastante comum nesta época do ano, pode causar desconfortos nasais e ser prejudicial à saúde —já que não é nenhuma novidade que o tempo seco interfere diretamente no sistema respiratório.

Porém, hoje em dia, é possível tentar driblar esse incômodo com alguns objetos extras, como o aspirador nasal. (Leia mais abaixo)

Segundo Tomás Filipe Pellegrini, otorrinolaringologista, a peça —que pode aparecer em diferentes formatos e modelos— traz uma melhora geral da respiração, já que o aspirador é capaz de tirar as partículas do meio ambiente e diminuir a carga infecciosa.

Por exemplo, você consegue tirar de dentro do nariz uma secreção de um resfriado ou uma secreção relacionada à rinite alérgica. Dessa forma, a carga infecciosa das substâncias presentes diminui e alivia a respiração.

Normalmente, a peça é mais utilizada em bebês e crianças, porque, como reforça a pediatra Ludmilla Rachid, as variações de temperatura e o clima mais seco faz com que os bebês sofram com quadros de nariz entupido, com congestão nasal, e com uma secreção um pouco mais espessa, que resulta em um desconforto respiratório.

Mas, apesar do susto que é causado aos pais, esses pequenos problemas têm solução e não são incomuns, alerta a pediatra.

"Isso acontece mais nos bebês, pois desde o nascimento até os seis meses de vida, eles não possuem o reflexo de respirar somente pela boca e não coordenam a respiração caso o nariz esteja obstruído." (Leia mais abaixo)

Rachid reforça a importância de manter as vias aéreas do bebê umidificadas e é aqui que a aspiração das vias nasais entra em cena. "Ela pode trazer alívio da congestão, mas também não é algo confortável para o pequeno", ressalta.

Para realizar o processo, a médica sugere alguns cuidados, já que a aspiração é feita com o auxílio de uma peça extra.

"A família deve aprender a manusear o dispositivo de forma correta e estar atenta a algumas regras como evitar o uso excessivo, pois pode levar traumas na mucosa nasal (com sangramentos, inflamação, edema e piorar o quadro da obstrução); não assoprar o dispositivo quando inserido no bebê, pois o retorno da secreção para as vias aéreas pode causar infecção de ouvido, por exemplo; e, claro, higienizar corretamente o utensílio após o uso, uma vez que a secreção configura um meio ideal para a proliferação de bactérias".

A pediatra reforça a importância da aspiração nasal em meio às oscilações de tempo entre o outono e o inverno, mas ela também ressalta que a umidificação das vias aéreas é tão importante quanto.

Além disso, ela sugere que o uso do aspirador não passe de três vezes ao dia. "Para a rotina do bebê, a umidificação das vias aéreas é mais importante do que a própria aspiração, podendo ser reservada aos momentos em que houver acúmulo de secreção. Quando os bebês estão com congestão nasal, o ideal é utilizar, pelo menos, uma vez ao dia, evitando ultrapassar três vezes ao dia, pois, além de ser um incômodo para o bebê, pode acarretar traumas na mucosa nasal." (Leia mais abaixo)

Fora os cuidados citados por Ludmilla Rachid, o otorrinolaringologista sugere algumas dicas na hora do manuseio.

Sempre mire o bico em direção à orelha do mesmo lado que você estiver colocando na fossa nasal. Por exemplo, se vou aspirar ou injetar qualquer coisa do meu lado esquerdo, eu miro para a minha orelha esquerda. Isso faz com que o equipamento bata no septo nasal, a principal região onde pode ter algum tipo de trauma. Outro ponto importante é que, caso seja feita instilação ao invés de só inspiração, a pressão do soro pode gerar um desconforto e até mesmo engasgos, ainda que seja raro.

O médico ainda reforça que o aspirador nasal deve ser utilizado com uma pressão contínua e não muito forte, somente o suficiente para realizar a limpeza.

Ainda que a utilização do aspirador nasal não seja confortável para o bebê ou para a criança, os benefícios que a prática traz são inúmeros. A pediatra afirma que, ao inserir a peça no cotidiano, o bebê fica com o nariz desobstruído e, consequentemente, mama e se alimenta melhor, assim como passa a dormir mais tranquilamente.

Como escolher um modelo? Para a Chicco, marca italiana de produtos infantis, o aspirador nasal infantil é um dos produtos que devem, sim, ser encaixados na rotina do bebê. Segundo a empresa, antes de colocar um modelo à venda, o item passa por um processo de fabricação na Chicco Research, na Itália. Por ali, eles desenvolvem aparelhos em parceria com diversas áreas e, inclusive, possuem uma consultoria médica para entregar ao consumidor um produto de qualidade e com responsabilidade. (Leia mais abaixo)

No caso dos aspiradores nasais, a Chicco aposta na praticidade e em uma solução rápida e fácil para manter os narizes extremamente limpos. Os consultores da companhia estudaram e colocaram no mercado um produto com forma ergonômica e alta aderência. Visando a segurança e a higiene, os injetores, por exemplo, são feitos com materiais macios, flexíveis e descartáveis. Além disso, os bicos de cada peça podem ser esterilizados.

Ainda que existam inúmeras opções no mercado, segundo a pediatra, o melhor modelo é aquele que a família pode usar com mais facilidade. No entanto, ela reforça alguns pontos que devem ser levados em consideração na hora da compra.

"Avalie o material do aspirador nasal, o mais recomendado é de silicone ou polipropileno, livre de bisfenol A e atóxico. A parte a ser introduzida no nariz do bebê deve ter o material hipoalergênico e com um bico confortável, que evite traumas —porque, lembre-se, o bebê vai se mover", explica.

Os aspiradores nasais podem ser manuais ou elétricos. Para a médica, o elétrico é mais prático devido ao manuseio, porém os "pais não conseguem controlar a força de aspiração e pode gerar ainda mais incômodo no bebê".

Já os manuais, segundo Ludmilla, podem parecer mais complexos, mas, na verdade, são simples e podem ser controlados diretamente, como a força da sucção. Na hora da compra, ela ainda reforça que é necessário verificar se o produto é ergonômico e desmontável para uma higienização correta pode ser feita. (Leia mais abaixo)

Fonte: Viva Bem



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