O vereador Helinho Nahim (PTC) propôs a realização de uma audiência pública a fim de discutir as festas clandestinas no município e a situação dos eventos em geral. O requerimento foi aprovado por unanimidade e audiência foi marcada para a próxima semana. Esta semana, artistas falaram ao Campos 24 Horas sobre a situação que o meio artístico e cultural tem enfrentado na pandemia. De acordo com o decreto municipal 074/2021 que inclui medidas de protocolo para controle da pandemia, “os bares, restaurantes e congêneres poderão funcionar até as 21 horas, proibindo-se atividade de música ao vivo”, com observância das regras da vida. (leia abaixo o que dizem os artistas e o vereador Helinho Nahim)
— É uma a audiência pública, não só com a participação do Ministério Público, mas a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil e Vigilância Sanitária. Devido ao grande aumento do índice da Covid-19 e, infelizmente, do grande número de eventos que ocorrem de maneira irresponsável em nosso município. Então, a realização de uma audiência pública é importante para que a gente possibilite que, junto com os órgãos competentes, essa Casa também faça o papel dela de estar fiscalizando, porque esses eventos, além de prejudicar diretamente a retomada dos eventos organizados, regularizados e, prejudicam principalmente a saúde das pessoas, por não seguirem nenhum tipo de protocolo de combate ao novo coronavírus — defendeu Helinho Nahim. (Leia mais abaixo)
SITUAÇÃO DOS ARTISTAS - Artistas, como cantores, músicos, produtores culturais, técnicos e demais trabalhadores na área de cultura, artes, shows e entretenimento falaram ao Campos 24 Horas esta semana sobre a situação que o meio artístico e cultural tem enfrentado na pandemia. (leia abaixo)
— A nossa reivindicação é essa: se não podemos trabalhar na nossa profissão, em nossa área, qual é a segunda alternativa que teremos? Nós entendemos dificuldades do município, sabemos da situação delicada na saúde, mas qual recurso que temos se nós vivemos do entretenimento? E não abrange só cantores e músicos, mas o pessoal atrás do palco, assim como pessoal de teatro, da bilheteria, os técnicos de som e iluminação, o garçon, o barraqueiro, todos tem família — argumentou a cantora Sheila Matos.
Sheila afirma que a totalidade dos profissionais passa por situação difícil. “Está todo mundo nesta situação. Qual é a alternativa que vamos ter? Ficar um ano parado, como no ano passado? A gente entende que o nosso prefeito tem pouco tempo no governo, mas acreditamos que há uma possibilidade. A verba está chegando, como chega para saúde e educação, tem também para a cultura. De repente vamos achar uma maneira de distribuir isso aí entre os músicos com a galera do entretenimento”, propõe.