Programa de Proteção ao Emprego

ARTIGO


31/10/2015      às    13h20       Suledil Bernardino capaSuledil Bernardino_______________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Em uma economia de mercado, o aumento da produtividade e a geração de empregos são importantes para manter a engrenagem econômica funcionando em escala crescente. Porém, quando a economia entra em um quadro recessivo, a ociosidade no setor industrial e o desemprego, nos diversos ramos da economia, são preocupantes porque você perde elemento vital na produção e consumo, capazes de garantir o bom funcionamento da estrutura econômica. A presidente Dilma criou, em julho deste ano, o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), na tentativa de estancar o emprego no país, principalmente, na indústria. O número de acordos coletivos fechados entre empresas e trabalhadores no país, para redução de salários, vem crescendo desde que foi implantado o programa. Do total de 146 acordos fechados, este ano, 26 fazem parte do programa federal financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A indústria metalúrgica e a da construção civil são as que mais fizeram acordo, até o momento. Até mesmo os comércios atacadista e varejista já fizeram acordos globais e redução de salários. A Prefeitura de Campos completou o 10º mês consecutivo, este ano, com pagamento rigorosamente em dia, inclusive, já tendo pago a primeira parcela do 13º salário no mês de junho. São 18 mil servidores ativos e inativos, que continuam de pé com seu poder de consumo graças, também, à estabilidade que o serviço público oferece. Já foram mais de R$ 700 milhões, só este ano, pagos aos servidores que, ao receber os seus salários, voltam-se para o mercado como consumidores de bens e serviços, oferecidos pelo setor industrial e comercial. Se por um lado, a crise que afeta o país vem provocando pânico no trabalhador da iniciativa privada, o servidor público tem a tranquilidade de, no final de cada mês, ter os seus salários depositados em suas contas. Porém, na maioria dos municípios, os prefeitos já estão perdendo o sono porque não sabem como vão poder continuar cumprindo com os servidores, tendo em vista a queda de receitas pela qual vem passando. Uma dor de cabeça que ninguém gostaria de ter.



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