Suledil Bernardino: A tragédia do desemprego

ARTIGO


06/06/2015 Suledil Bernardino capaA r t i g o Suledil Bernardino_________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Depois de duas décadas de bonança da economia brasileira, decorrente da estabilização da moeda implantada pelo Plano Real, em 1994, que trouxe o reencontro entre o emprego e a empregabilidade, estamos de novo debaixo de uma tragédia econômica, trazendo insegurança emocional, psicológica e financeira para milhares de brasileiros. Esta semana, deparei-me com essa cruel realidade: um engenheiro, da área da construção civil, preparado e capacitado, recebeu o tão temido aviso prévio, pois a empresa encontra-se em dificuldade decorrente da queda de investimentos no setor.  O mundo não acabou. É preciso erguer a cabeça e buscar novas alternativas de trabalho, entretanto, a crise não gera perspectiva de recolocação no mercado a curto prazo, pois o efeito cascata é cada vez mais acentuado com o aprofundamento da recessão. A prática das altas taxas de juros adotada pelo Banco Central inibe o crédito e afeta o poder de consumo da população e isso significa que, com menos vendas, só tende a aumentar o desemprego, dificultando principalmente a possibilidade de recolocação de pessoas no mercado de trabalho e, também, a inserção de jovens na fase adulta no primeiro emprego. Esta tragédia, que se abateu sobre o povo brasileiro, está afetando a saúde de muitas pessoas que foram pegas de surpresa, pois não estavam preparadas para enfrentar uma crise iniciada com a recessão mundial em 2008, tratada pelo ex-presidente Lula como uma “marolinha” e que acabou se tornando um “tsunami” para a vida de milhares de pessoas. Não podemos subestimar as forças da natureza e nem nos abatermos diante dessas dificuldades.  Esse tempo de dificuldade há de ser passageiro e, como diz o velho ditado: Depois da tempestade, vem a bonança.  Sigamos em frente na esperança de dias melhores para todos!



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