Atualizado em 09/07/2015 -

Gestores enfrentam o desafio constante de motivar e liderar. Isso ocorre tanto no setor público como nas instituições privadas. Mas como manter esses princípios em tempos de crise econômica? Em um cenário marcado por incertezas, o objetivo é buscar alternativas viáveis e criativas para reduzir custos sem interferir na qualidade dos serviços oferecidos.
Os municípios da Bacia de Campos, principal região produtora de petróleo do país, por exemplo, enfrentam a turbulência gerada pela queda do valor do ouro negro no mercado internacional. O baque nas receitas força cortes e requer estruturas mais enxutas. A árdua missão tem sido a de promover esses ajustes com o mínimo de prejuízo às comunidades envolvidas.
Os orçamentos para 2016 já estão sendo discutidos. Os valores vão ficar abaixo do previsto para este ano e as demandas, certamente, serão ampliadas. A escassez de recursos não pode ser justificativa para ineficiência. É preciso abrir o leque, buscar parcerias não apenas entre órgãos públicos, mas que envolvam ainda o empresariado e a sociedade organizada, sempre de olho no futuro, em opções que direcionem as cidades rumo ao desenvolvimento sustentável.
A tarefa não é simples, mas precisa ser encarada com coragem, com elaboração de planos, definição de estratégias e análise permanente dos resultados. O Norte Fluminense precisa redescobrir suas vocações, promover discussões e ações integradas, aproveitar a adversidade para definir os caminhos que pretende trilhar. O sinal de alerta está ligado, e não há como fugir dessa responsabilidade.
Os gestores públicos terão papel fundamental nesse processo. Será preciso aliar atitude decisória, motivação e credibilidade com o gosto pelo diálogo, fortalecimento do trabalho em equipe e a serenidade em situações extremas. É tempo de atitude!
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Artigo publicado no Jornal O Dia