O ESTADO É GRAVE - Artigo de Suledil Bernadino


Atualizado em 28/08/2016     10h33 Suledil Bernardino capaSuledil Bernadino_______________________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria A crise econômica que o país está vivendo está deixando os estados em situação de calamidade econômica. Como no futebol, quando o time começa a apresentar maus resultados, o que os cartolas sabem fazer é trocar o clube de técnico, tentando reverter os resultados na tabela do campeonato. Oito governadores de Estados da Federação já trocaram seus secretários de Fazenda, assim como fazem no futebol, tentando reverter a crise econômica pela qual vem atravessando. O Rio de Janeiro foi um deles, porém, o tamanho da crise tem sido superior à capacidade do governador interino Francisco Dornelles de reverter a crise. O grupo instalado no Estado do Rio de Janeiro é o mesmo desde 2007 e mergulhou o Estado em uma crise superior à dos anos 90. Para que os nossos leitores tenham noção, até o Corpo de Bombeiros, uma instituição centenária, está sentindo na pele o que é viver uma tragédia. Sem verba para comprar comida, eles estão tendo seus expedientes reduzidos pela metade. Os militares relatam que falta café da manhã, almoço e lanche em alguns quartéis. O expediente administrativo, que era de 8h às 17h, foi reduzido para 8h às 12h para economizar comida. Bombeiros também reclamam que alguns comandantes estão pedindo que os militares economizem combustível. Como eu venho dizendo, no ano que vem, a crise vai se agravar e o povo precisa avaliar e decidir a quem vai entregar a gestão nos próximos quatro anos para comandar nossas cidades. Tem gente que nunca dirigiu uma escola ou uma empresa, mas sonha chegar ao poder para governar em tempos de crise. A história tem mostrado que, em tempos de crise, é preciso ter coragem para enfrentá-la. Para isso, é preciso ter experiência, criatividade e competência. Marinheiros de primeira viagem só põem em risco a sua própria vida e da tripulação. Campos só não entrou em colapso devido à experiência dos ex-governadores Rosinha e Garotinho. Como citei semana passada, Campos perdeu mais de R$ 1.250 bilhão de royalties e não entrou em colapso porque medidas de austeridade foram tomadas em tempo hábil e, agora, estamos colhendo os frutos com os pagamentos rigorosamente em dia dos servidores, convênios e fornecedores, garantindo milhares de empregos nas obras públicas, que foram retomadas graças ao fundo de recuperação dos royalties. Se conselho fosse bom, não seria dado e, sim, vendido. É o que diz o dito popular. Por isso, é melhor prevenir do que remediar.



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