sexta-feira, 23 de agosto de 2013 - Foto: Arquivo
MPF diz que o esquema criminoso em Arraial do Cabo consistia na montagem de contratos de locação fraudulentos de veículos (Leia mais abaixo)
A Justiça Federal decretou a prisão temporária de 15 suspeitos de integrar quadrilha envolvida em esquema de desvio de recursos públicos federais no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Após pedido do MPF (Ministério Público Federal) em São Pedro da Aldeia (RJ), a Justiça expediu também mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais dos investigados e no gabinete do secretário de Esporte e Lazer de Arraial do Cabo. A Polícia Federal cumpre os mandados nesta sexta-feira (23) na operação Fio de Ariadne.
Investigações do MPF revelaram esquema para desviar recursos públicos liberados pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para execução de obras de melhorias sanitárias. A Esac (Empresa de Saneamento de Arraial do Cabo), sociedade de economia mista municipal envolvida nas irregularidades segundo o MPF, recebeu cerca de R$ 550 mil dos recursos da Funasa.
O MPF diz que o esquema criminoso consistia na montagem de vários contratos de locação fraudulentos de veículos, que eram utilizados supostamente pela Esac. Segundo a Procuradoria, os contratos eram feitos mediante a dispensa indevida de licitação e com o direcionamento para particulares que normalmente possuíam algum vínculo com a própria Esac.
Em um dos contratos, aponta a investigação, a empresa pagou R$ 2.000 mensais para alugar um Ford Escort 2001, que estava avaliado em cerca de R$ 12 mil. O veículo jamais foi visto no pátio da Esac e nunca foi utilizado em serviço, assim como diversos carros também alugados em contratos fraudulentos pela empresa. Entre os envolvidos no esquema, diz a Procuradoria, estão o presidente e um ex-presidente da Esac, o secretário de Esporte e Lazer de Arraial do Cabo e servidores e funcionários públicos municipais. (Leia mais abaixo)