15/10/2015 às 08h - Foto: Divulgação

Administrado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho é referência na restauração de documentos históricos no interior do Estado e se destaca na preservação de acervos importantes para a construção histórica do município. O espaço, que fica localizado na Estrada Sérgio Vianna Barroso, 3060, Tocos, e funciona de segunda a sexta, das 9h às 16h.
As atividades foram consideradas modelo entre todos os projetos apresentados no I Simpósio Ibero-Americano sobre Patrimônio Educacional e Educação Patrimonial, realizado em maio do ano passado, na cidade do México. O espaço segue as normas do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de ser representado por seu gerente, Carlos Freitas, na Comissão Memória do Mundo - Brasil - da Unesco.
O espaço funciona normalmente para serviço interno. As visitas e pesquisas devem ser previamente agendadas pelo telefone 98806-7129. Segundo o diretor de projetos da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Carlos Freitas, a partir de solicitação da Câmara Municipal, o Arquivo disponibilizou uma sala para abrigar a coleção de Jornais "Monitor Campista".
“O local já está preparado, com rede elétrica revisada, instalação de ar refrigerado e pintura, aguardando a aquisição dos Arquivos deslizantes para otimização do espaço, arquivos estes a serem adquiridos pela Câmara Municipal, conforme entendimentos havidos. Esse tipo de Arquivo é o que melhor supre essa necessidade pelo tipo e volume específico do acervo”, explica Carlos Freitas.
A partir do acordo firmado entre a prefeita Rosinha Garotinho, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro com o presidente da Câmara Municipal, Edson Batista, ficou acordo que o material passará por tratamento técnico.
O tratamento compõem-se de várias fases como: higienização mecânica de todos os volumes, identificação e ordenamento cronológico, identificação em planilha baseada nas normas preconizadas pelo Conselho Internacional de Arquivos. “Durante esse processo, serão identificados os principais danos no acervo para posterior procedimentos de conservação preventiva/restauração. Após o tratamento técnico o acervo será acondicionado em local específico e só aí disponibilizado para pesquisa. Todo o acervo passa por vistorias periódicas nos depósitos”.
Em parceria com o Instituto Federal Fluminense, acontece a execução do projeto “Memórias da escravidão em Campos dos Goytacazes: Digitalização dos documentos de escravos do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho (séc. XVIII e XIX)”. O projeto, elaborado por Sérgio Rangel Risso e pela professora Rafaela Machado, tem como proposta a digitalização do acervo de documentos do Arquivo Público Municipal referente ao período da escravidão.
Segundo a historiadora, Larissa Manhães, a documentação digitalizada será disponibilizada na internet. “A intenção é democratizar o acesso à documentação através da rede mundial de computadores, o que vai facilitar o trabalho dos pesquisadores”.