19/05/2016 18h33 | Foto: Supcom

“O Arquivo Público Municipal é o segundo melhor do Estado do Rio de Janeiro”. A afirmação é do professor emérito de história da UniRio, João Eurípides. O especialista ministrou a palestra “Inter-relacionamento entre as capitanias do Espírito Santo, São Thomé e Paraíba do Sul”. Na explanação, João falou do cenário político e econômico de Campos para exploração do ouro por parte dos comandos.
A programação, elaborada pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, comemora os 15 anos do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho e aconteceu na tarde desta quarta-feira (18), com a presença de estudantes e amantes da cultura.
O professor destacou a importância do Arquivo Público como guardião da cultura.
- Aqui é um lugar fantástico. Poucas cidades do Brasil contam com uma estrutura como o Solar do Colégio. Temos que gerar novas histórias a partir da descoberta do conhecimento - ressaltou João.
Nesta linha, em parceria o Instituto Federal Fluminense, está sendo finalizada a execução do projeto “Memórias da escravidão em Campos dos Goytacazes: Digitalização dos documentos de escravos do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho (séculos XVIII e XIX)”.
O professor Sérgio Rangel Risso, coordenador do projeto falou sobre o processo de digitalização. “Nossa intenção é digitalizar, não perdendo a originalidade. Está sendo um trabalho muito gratificante. A população terá acesso aos documentos que marcaram a escravidão na região”, disse.
As atividades contaram com a colaboração da historiadora Rafaela Machado. A documentação está disponibilizada na internet, no site do NEABI - IFF.
A funcionária pública Dulce Santos é visitante assídua do Arquivo e aproveitou para aprimorar os conhecimentos. “É de vital importância um espaço como este, pois uma nação evoluída se preocupa com a história”.