Armando Barreto é pré-candidato a vereador

Armando fala ao Campos 24 Horas dentro da série do site sobre as eleições municipais de 2024


  • 17/05/2024, 09h45, Foto: Divulgação.

Postado por Fabiano Venancio - Conhecedor, como poucos, do ecossistema do Rio Paraíba do Sul e das lagoas da região, o ambientalista e produtor rural José Armando Barreto dedica seus esforços e boa parte do seu tempo à causa do pesca, agricultura, meio ambiente e sustentabilidade. Armando é pré-candidato a vereador pelo MDB e fala ao Campos 24 Horas sobre temas importantes para o município como pesca e produção de leite. Como agente público, representante de órgãos e instituições da sociedade civil ou ativista da causa ambiental, entre elas presidente da Associação dos Produtores Rurais de São Martinho, na Baixada Campista, José Armando acumula uma considerável folha de serviços prestados à comunidade.  (leia abaixo)

"Considero que a política é a grande ferramenta de transformação e avanços da sociedade. Daí entendo que os bons exemplos têm que estar na política. Do contrário, os maus exemplos irão ocupar espaços. Tenho uma trajetória como produtor, ambientalista, cidadão e pai com os filhos bem encaminhados na vida". (Leia mais abaixo)

Em 2018, como superintendente municipal de Pesca e Aquicultura, liderou uma intensa mobilização do segmento da pesca para alterar o defeso (período de não captura) do camarão de 28/01 até 30/04. Não foram poucas vezes que viajou a Brasília para cumprir os trâmites e superar os entraves e obter a conquista que mudou a vida de milhares de pescadores. 

A mudança, inspirada numa iniciativa adotada no Espírito Santo, possibilitou a proteção de diversas espécies no período de maior volume de reprodução e crescimento, resultando em camarões com um tamanho maior e mais valor agregado.

“Com o novo período do defeso, retornou ao mar um grande volume de camarão de tamanho maior, com mais valor agregado após a mudança do período de defeso”, disse. Entre as espécies, o sete barbas, o barba russa, santana, rosa e vermelho.

O objetivo de retirar a pesca do período do pico reprodutivo foi evitar a perda resultante da captura do camarão ainda fora da medida; muito pequeno, com peso médio de 1,5g e sem valor comercial. Nesta situação, o crustáceo acaba descartado no mar, já morto, causando impacto negativo tanto econômico, quanto ambiental.

José Armando lembra que foram necessárias viagens, reuniões, estudos e diálogos com universidades e toda cadeia produtiva. “Juntamos o Ibama, Uenf, colônias de pesca e outras instituições do segmento, constituindo uma ampla representação das comunidades tradicionais de pescadores”, comentou. (Leia mais abaixo)

BENEFICIADOS - Mas nem só os pescadores de Campos foram beneficiados. No fim das contas, esta antecipação, estabelecida pela portaria do Ministério da Agricultura Pesca e Abastecimento, passou a valer também para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Mas a contribuição de José Armando não parou por aí. Como superintendente de Pesca e Aquicultura de Campos, identificou ao longo dos anos uma crescente mortandade de peixes em rios e manguezais e, consequentemente, uma agravante escassez de espécies de pescados no Rio Paraíba do Sul.

Então, foi buscar parceria junto a uma empresa que recolhe resíduos gerados pela produção animal, restos de peixes e outras espécies. Esses resíduos são reciclados e transformados em farinha e óleo de peixe, a partir da retirada deste material. “E tudo saiu a custo zero”, frisou.

A colheita contribuiu significativamente para melhorar a qualidade da água, já que grande parte do material acaba sendo descartado em manguezais e leitos dos rios, dificultando a reprodução de espécies como robalo, tainha e corvina.

“Conseguimos devolver as condições de reprodução nos rios e manguezais. Antes não havia esse movimentação de agora. Hoje se vê 60 barcos saindo e voltando carregado de peixes”, destaca. (Leia mais abaixo)

Também como vice-presidente do Comitê de Bacias do Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana, Armando destaca a abundância de rios, lagoas e canais, acrescidos de comportas, diques e uma extensa rede de canais. "Temos essas riquezas, uma fonte de recursos inestimável".

PROPUÇÃO DE LEITE - Como presidente da Associação dos Produtores Rurais de São Martinho, José Armando reuniu cerca de 60 produtores para a recuperação da bacia leiteira da Baixada Campista. Os planos da associação apontam para aumentar este quantitativo para 500 produtores num prazo estimado de dez anos.  

“É fundamental não apenas produzirmos leite, mas também produtos de valor agregado, proposta que surge como uma interessante estratégia para melhorar a remuneração da atividade. A demanda é enorme porque, afinal, temos um mercado consumidor de mais de meio milhão de consumidores só em Campos”, ressaltou.

A fim de aglutinar essas forças em torno das ideias, Armando promoveu com alguns produtores a I Tratoreada de São Martinho, no dia da última festa de Santo Amaro, que reuniu dezenas de agricultores com mais de 40 tratores e máquinas.

Os que praticam crimes contra o meio ambiente terão no pré-candidato uma pedra no sapato. “Ao longo dos anos, a Lagoa Feia foi reduzida a um terço de sua área original pelo avanço de aterros em suas margens, crimes praticados por grandes fazendeiros”, denunciou. (Leia mais abaixo)

Num município que está entre os 10 maiores da região Sudeste em extensão territorial, com 4.  032,487 km², a crença no desenvolvimento pela agricultura, pesca e pecuária, leva Armando a apostar no futuro pós-petróleo, mas não sem a utilização sustentável da terra, da água e outros recursos naturais.

“O petróleo é finito, assim como sua demanda, em razão da crescente utilização de novas fontes de energia limpa. Precisamos de uma novas fontes de desenvolvimento que deve vir através da diversificação das atividades tradicionais no campo”, comentou ainda.

No campo da educação, como militante da sociedade civil, José Armando ainda soma serviços como integrante do CACS (Conselho de Acompanhamento e Controle Social) do Fundeb.

“Como conselheiro do CACS, fizemos uma permanente visitação às escolas da rede pública, fiscalizando reformas dos prédios das escolas, a qualidade da merenda, entre outras atribuições. Hoje, conseguimos fazer com que 100% dos professores e colaboradores de creches e escolas de Campos tem garantido seu salário pago com recursos do Fundeb”, lembra.

“É um trabalho feito de forma autônoma e voluntária que oferece aos responsáveis pelas escolas um canal institucional para um diálogo aberto e descomplicado”, finalizou. (Leia mais abaixo)



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