APS participa de oficina sobre Implante Contraceptivo Subdérmico no SUS

O implante contraceptivo subdérmico foi incorporado ao SUS pelo Ministério da Saúde como parte das ações de promoção dos direitos sexuais e reprodutivos


  • 29/11/2025, 09h39, Foto: Ascom.

A Atenção Primária à Saúde (APS) de Campos participou, nesta semana, da Oficina de Qualificação para a Implementação do Implante Contraceptivo Subdérmico, promovida pelo Ministério da Saúde através do programa Rede Alyne, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). Realizada no município do Rio de Janeiro e conduzida por profissionais do Ministério da Saúde, a capacitação faz parte da estratégia nacional de fortalecimento da saúde sexual e reprodutiva, com foco na ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A diretora de Atenção Primária, Kathelyn Cordeiro, destaca que o método representa um avanço importante para as mulheres atendidas na rede municipal.

“O implante contraceptivo subdérmico é um método de longa duração. Por meio das UBS, conseguimos assegurar esse direito sexual e reprodutivo, conforme determina a Constituição, garantindo acesso facilitado”, destacou. (Leia mais abaixo)

Segundo ela, o dispositivo possui alta taxa de eficácia: “O implante é extremamente efetivo, com taxa de falha em torno de 0,05% e duração de até três anos”.

Kathelyn também reforça a importância de esclarecer dúvidas e desmistificar receios da população. (Leia mais abaixo)

“Os principais mitos envolvem o medo de que o bastão flexível, de cerca de 4 cm, possa se deslocar pelo corpo, falhar, causar ganho de peso ou provocar dor intensa na inserção. A oficina nos capacita justamente para orientar de forma segura e qualificada”, disse a diretora.

O implante contraceptivo subdérmico foi incorporado ao SUS pelo Ministério da Saúde como parte das ações de promoção dos direitos sexuais e reprodutivos, contribuindo para a redução da gravidez não planejada e garantindo maior autonomia às mulheres e pessoas com capacidade gestacional. O dispositivo é inserido na parte interna do braço, sob a pele, com auxílio de um aplicador específico. Sua dispensação é rigidamente controlada: cada UBS deve registrar o número de dispositivos utilizados, garantindo segurança e rastreabilidade. (Leia mais abaixo)

A médica da Estratégia Saúde da Família (ESF), Bianca Carraro, participou da oficina acompanhada da gerente de programas da APS, Bia Mayerhofer, e ressaltou a importância da iniciativa no fortalecimento da rede.

“A oficina nos qualifica para ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração e garantir que cada mulher possa exercer plenamente seu direito de decidir sobre seu projeto de vida”, destacou Bianca. (Leia mais abaixo)

Após a etapa de capacitações, a APS inicia agora a organização do fluxo para implementação do método nas Unidades Básicas de Saúde. Isso inclui alinhamento dos critérios de indicação, adequação da infraestrutura e preparo das equipes da ESF, que deverão ser responsáveis pelas inserções. A previsão é que a partir de 2026 as UBS do município comecem a ofertar o implante.

Os critérios de elegibilidade apresentados pelo Ministério da Saúde serão avaliados e adaptados à realidade local, garantindo que o serviço seja implementado de forma segura e humanizada.     (Leia mais abaixo)



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