O Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Defesa do Consumidor, publicou uma resolução no Diário Oficial com as novas regras para a utilização do aparelho de ar-condicionado nos carros que oferecem transporte por aplicativo.
A principal determinação trata sobre a proibição de cobrança de qualquer valor adicional pelo uso do ar-condicionado durante a corrida. Segundo o governo, a prática é considerada abusiva. (Leia mais abaixo)
A partir de agora, as plataformas precisam informar, de um jeito claro, sobre o uso ou não do aparelho de ar-condicionado em todas as categorias disponíveis.
Até que as empresas façam as adaptações necessárias – o prazo é de 90 dias –, o governo determina que os carros que estiverem com o ar-condicionado quebrado saiam da plataforma temporariamente.
Veja as determinações para os motoristas de aplicativo:
Apesar das regras já estarem valendo desde segunda-feira (8), as empresas do setor ainda não estão alinhadas. Ao RJ1, a Uber e a 99 deram respostas diferentes do que diz a nova legislação.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, que responde pela empresa 99, disse que o uso do ar-condicionado tem que ser combinado entre motoristas e passageiros. Eles afirmaram que as empresas não podem obrigar o condutor a ligar o equipamento porque o motorista é o prestador do serviço. (Leia mais abaixo)
A empresa disse ainda que o valor das corridas é aquele que está visível na hora que o passageiro pede o carro e que uma cobrança extra seria uma violação do Código de Defesa do Consumidor.
Já a Uber informou que não obriga e nem proíbe o uso do ar durante as viagens, independente da modalidade. Eles afirmaram que a temperatura do veículo faz parte das preferências de viagem e que podem ser combinadas entre motorista e passageiro.
Denúncias no Procon A partir de agora, quem usa aplicativo de transporte pode denunciar nos canais de atendimento do Procon, se o motorista cobrar taxa pelo uso do ar-condicionado.
O órgão conta com 15 fiscais nas ruas fiscalizando os motoristas. Caso um prestador de serviço seja flagrado desrespeitando a regra, o motorista comete crime contra o consumidor, e pode ir parar na delegacia. A plataforma também pode ser punida. O estado diz que a multa para as empresas varia de um salário-mínimo a R$ 10 milhões.
"Eles já estão cientes que tem que se adequarem. Se não respeitarem isso (...) eles vão estar sendo notificados e se não cumprirem, serão multados. Enquanto isso o ar tem que estar ligado. Faz parte da resolução, (caso não esteja com o ar funcionando) tem que tirar (o carro) até que seja resolvido o problema. O consumidor não será lesado de forma alguma", explicou Gutemberg Fonseca, secretário de defesa do consumidor. (Leia mais abaixo)
Cobrança irregular Em dezembro do ano passado, o g1 mostrou que um motorista que trabalhava com aplicativo de transporte estava cobrando pela utilização do ar-condicionado.
O motorista chegou a colocar um comunicado na parte traseira do banco do carona, com informações sobre a cobrança e uma chave pix para o pagamento da taxa extra.
O comunicado dizia que seria cobrada uma taxa extra, por quilômetro rodado, para ligar o ar-condicionado durante as corridas. E ainda com um mínimo de cinco reais.
"Conforme orientação da empresa Uber, o carro (UberX) não dá direito ao uso do ar-condicionado, sendo assim, caso o passageiro queira utilizar o ar, peço uma ajuda de 0,50 centavos por quilometro rodado (sic). Valor mínimo de 5,00 reais. Valor este que pode ser pago em dinheiro, cartão e pix".
Fonte: G1 (Leia mais abaixo)