Após declarada 'morte cerebral', homem 'ressuscita' pouco antes de ser submetido a autópsia




03/03/2021, 16h33, Foto: Divulgação.

Um homem de 27 anos que havia sido declarado com "morte cerebral" após um acidente ficou arrepiado e também moveu as mãos quando um médico estava prestes a iniciar sua autópsia e o tocou. O homem, Shankar Gombi, morador de Karnataka (Índia), foi declarado morto por um hospital particular em Belagavi (Índia) após mantê-lo sob observação de dois dias, nos quais não teria apresentado funções cerebrais. A administração do hospital também pediu a sua família se preparasse para levar o corpo para o funeral. (leia mais abaixo)


Shankar sofreu um acidente em Mahalingapur (Índia) no último sábado (27/2), e o seu corpo foi enviado para o hospital governamental de Mahalingapur em Bagalkote na segunda-feira (1/3) para a autópsia, enquanto sua família se preparava para o funeral de Gombi. (leia mais abaixo)


De acordo com reportagem do "Hindustan Times", o médico designado para realizar a autópsia disse que enquanto dirigia em direção ao hospital, havia faixas anunciando a morte de Shankar.


"Eu já conhecia o rosto na minha mesa de cirurgia, mas não esperava que ele estivesse vivo", disse o médico SS Galgali.


O perito disse que, ao chegar ao hospital público, foi informado que Shankar ainda estava sendo "mantido vivo com ajuda de respirador". A família de Gombi comentou que os médicos do hospital privado disseram que ele iria parar de respirar assim que o suporte do ventilador fosse removido.


"Disseram à família que assim que o ventilador fosse removido, ele estaria oficialmente morto. Então, eles começaram a se preparar para o funeral também. Seus amigos postaram a notícia da morte nas redes sociais e quando cheguei ao hospital, pelo menos 1.000 pessoas se reuniram lá", declarou Galgali.


Nos preparativos para autópsia, porém, o quadro mudou de figura.


"Eu usei um oxímetro de pulso e verifiquei seu batimento cardíaco. Havia pulsação. Aí o retirei do respirador e esperei um pouco. Para minha surpresa, ele moveu as mãos. Liguei imediatamente para a família e o transferi para outro hospital privado", afirmou o médico legista.


Na terça-feira (2/3), o indiano mostrou melhora e seus sinais vitais estão normais.


"Disseram-me que há uma chance de sobrevivência e ele responder ao tratamento. Já fiz mais de 400 autópsias na minha carreira de 18 anos, mas nunca vi um caso como esse", disse Galgali.


Fonte: Extra