Após 13 horas, corpo de suspeito de explosão perto do STF é removido

Na manhã desta quinta-feira, policiais continuam na praça e no estacionamento de um dos anexos da Câmara dos Deputados fazendo varredura


  • 14/11/2024, 10h34, Foto: Cristiano Mariz/Infoglobo.

O corpo do suspeito de explodir bombas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi retirado do local cerca de 13 horas após o ocorrido. Na manhã desta quinta-feira, policiais seguem nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF) e no estacionamento de um dos anexos da Câmara dos Deputados fazendo varredura. Todos os acessos à região estão fechados.

Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, morreu nesta quarta-feira após detonar artefatos explosivos em frente ao STF, na Praça dos Três Poderes. Minutos antes, ele acionou bombas que estavam em seu veículo, nas imediações da Câmara dos Deputados. A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a Polícia Militar, houve um “autoextermínio com explosivo”. (Leia mais abaixo)

Porta-voz da Polícia Militar do DF, o major Raphael Brooke afirmou que o esquadrão antibomba ainda está fazendo varredura no estacionamento de um dos anexos da Câmara, onde está o carro de Francisco. O homem estava alugando um trailer no local, segundo informações da polícia e de testemunhas.

— Nós priorizamos a Praça dos Três Poderes, onde se encontrava o corpo e precisava realizar a liberação da área para que a perícia pudesse se aproximar. Porque a perícia não podedia se aproximar com possibilidade de artefatos — explicou.

Em depoimento à Polícia Civil, um vigilante do STF relatou ter presenciado o momento em que o homem explode as bombas no local. Nataniel Camelo afirma que Wanderley se aproximou e ficou parado em frente na estátua da Justiça.

"O indivíduo trazia consigo uma mochila e estava em atitude suspeita em frente à estátua, colocou a mochila no chão, tirou um extintor, tirou uma blusa de dentro da mochila e a lançou contra a estátua. O indivíduo retirou da mochila alguns artefatos e com a aproximação dos seguranças do STF, o indivíduo abriu a camisa os advertiu para não se aproximarem", diz trecho do Boletim de Ocorrência.

Ainda segundo o depoimento, o vigilante visualizou um objeto semelhante a um relógio digital, que o segurança acreditou tratar-se de uma bomba. O segurança relatou que estava sozinho quando o homem se aproximou. As explosões na Câmara e no STF ocorreram em momentos bem próximos. (Leia mais abaixo)

"O indivíduo deitou no chão, acendeu o último artefato, colocou na cabeça com um travesseiro e aguardou a explosão", afirma o BO.

Fonte: Extra



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