Postado por Fabiano Venancio - Definitivamente, o Porto Central, em Presidente Kennedy, já saiu do papel. O Fundo de Marinha Mercante acaba de aprovar um investimento de R$ 2,18 bilhões para o terminal portuário, que irá impactar a economia do Sul do Espírito Santo e o Norte Fluminense, especialmente o município de São Francisco de Itabapoana e o norte do município de Campos com a geração de milhares de empregos, conforme levantamento da reportagem do Campos 24 Horas. Esse investimento será aplicado na execução de implantação de obras voltadas para o transbordo e operação de petróleo, perfazendo R$ 3 bilhões nesta primeira fase.
Na verdade, as obras de implantação do Porto Central já foram iniciadas em 2024, mais de R$ 16 bilhões projetados e com operações previstas para 2028. (Leia mais abaixo)
Com calado de 25 metros e área de 20 milhões de metros quadrados, o novo porto poderá receber os navios mais modernos e maiores do mundo, capaz de tornar o Porto Central um hub logístico para toda a América do Sul. Com outros terminais, além desse primeiro terminal de petróleo, o terminal irá também abrigar terminais de contêineres, fertilizantes, grãos e minérios, entre outros. Dentro dos avanços em seu processo de implantação, o novo porto em construção já começa a atrair indústrias para o seu entorno (o conceito de porto-indústria).
Já foi divulgada, por exemplo, a assinatura de um Memorando de Entendimento com a MERS (Modern American Recycling Services), especializada em descomissionamento de navios. Com a parceria com a MARS para descomissionamento, o Porto Central fortalece seu potencial para ter a Petrobras como cliente estratégico, já que a empresa estatal anunciou que a empresa vai investir US$ 9,7 milhões na desmobilização de plataformas antigas.
Outras empresas de logística como a Macro e a Jolivan já firmaram o mesmo Memorando de Entendimento (documento preliminar que formaliza intenções entre as duas partes antes da assinatura do contrato definitivo) com o porto.
Os investidores do Tegran, diante da sinalização positiva, colocam de pé o projeto e buscam clientes/investidores.
"A Macro e a Jolivan são as primeiras sócias, mas queremos mais. O objetivo é colocar o dono da carga, que são os produtores, como sócios no terminal. É um modelo bem diferente do usual e que visa ampliar as margens do produtor. Agora em junho, iniciaremos a rodada de captação de capital. Estamos falando de algo que é muito competitivo, ainda mais em um cenário de muitas dificuldades logísticas no país. O terminal é muito bem localizado e terá capacidade para receber navios de grande porte, os chamados Capesize (os maiores graneleiros do mundo", explicou Fabrício Cardoso Freitas, CEO da Macro e do Tegran Kennedy. (Leia mais abaixo)
De acordo com Freitas, o projeto começa com capacidade para movimentar 4 milhões de toneladas de grãos (exportação) e 1 milhão de toneladas de fertilizantes (importação) por ano. Em mais dez anos, e com ferrovia EF-118, que interligará os portos do Espírito Santo com os do Rio de Janeiro será possível alcançar 15 milhões de toneladas de grãos e 4 milhões de toneladas de fertilizantes por ano.