AO VIVO: CPI da Covid ouve servidor que detectou erros na compra da Covaxin

Willian Amorim Santana foi apontado como responsável por avisar à Precisa Medicamentos, empresa intermediária, que as notas fiscais tinham erros


  • 09/07/2021, 11h27, Foto: Reprodução.

Acompanhe ao vivo ao final das informações - A CPI da Covid-19 ouve, nesta sexta-feira, 9, Willian Amorim Santana, servidor da divisão de importação do Ministério da Saúde que detectou erros no processo de compra da vacina Covaxin. Ele é subordinado a Luis Ricardo Miranda, chefe do departamento, que denunciou irregularidades na aquisição do imunizante ao presidente Jair Bolsonaro, em reunião no Palácio da Alvorada no dia 20 de março. Santana foi citado pela fiscal do contrato, Regina Célia, como responsável por avisar à Precisa Medicamentos, empresa que intermediou o negócio, que as invoices (notas fiscais) tinham erros. O requerimento de convocação foi apresentado pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Os senadores veem a oitiva de hoje como estratégica e de suma importância para esclarecer detalhes sobre um contrato que está na mira do colegiado e de órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal (MPF).  

11:12 – ‘Escatologia proverbial do presidente da República recende o que ocorreu no seu governo durante a pandemia’, diz Renan Calheiros  Em sua live desta quinta-feira, 8, o presidente Jair Bolsonaro disse “caguei para a CPI”. Foi esta a resposta dele à carta enviada pela cúpula da comissão. Os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) pediram que o chefe do Executivo federal desmentisse as acusações feitas pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e por seu irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do Ministério da Saúde. Calheiros reagiu à declaração de Bolsonaro. “A escatalogia proverbial recende o que ocorreu no seu governo durante a pandemia. Todos nós sentimos esses odores irrespiráveis que empestearam o Brasil e mataram tantos inocentes. Nós vamos em frente, sem medo, e investigando quem precisar ser investigado. Nós não podemos ter medo de arreganhos, ameaças e quarteladas. Vamos investigar, haja o que houver. Estamos cumprindo um mandamento do povo brasileiro, que quer saber o que aconteceu e o que poderia ter sido feito para evitar a morte de mais de 300 mil vidas, conforme vimos nessa comissão”, disse o emedebista. (Leia mais abaixo)

10:53 – Primeira invoice enviada ao Ministério da Saúde tinha vários erros de grafia A primeira invoice (nota fiscal) enviada pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde continha diversos erros de grafia. O nome do ministério estava errado e também não indicava o aeroporto em que as vacinas chegariam – segundo relatou Willian, é comum que as cargas sejam enviadas ao Aeroporto de Guarulhos, onde há um armazém da pasta.

10:43 – Fiscal do contrato foi alertada sobre divergência no contrato no dia 22 de março  Em sua fala inicial, Willian Santana estabeleceu uma linha do tempo sobre o processo de importação da Covaxin. No dia 16 de março, a Divisão de Importação recebeu um primeiro e-mail da Precisa Medicamentos, na qual ela solicita providências para a abertura da licença de importação (LI) e encaminha o contrato. No dia 18 de março, o Ministério da Saúde recebe um segundo e-mail. Neste, a Precisa encaminha uma série de documentos, entre eles, a invoice (nota fiscal). No dia 22 de março, a fiscal do contrato, Regina Célia, foi avisada de divergências entre contrato e nota fiscal. Entre as irregularidades estavam a previsão de pagamento antecipado, um quantitativo menor de doses e ausência de informações sobre o lote que seria encaminhado ao Brasil.

10:21 – Sessão é aberta Omar Aziz (PSD-AM) abre os trabalhos desta sexta-feira, 9.

Fonte: Jovem Pan (Leia mais abaixo)



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