Campos 24 Horas – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, na última 2ª feira (6.jul.2026), uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu® (trastuzumabe deruxtecana), registrado no Brasil para o tratamento de câncer de mama.
Agora, o medicamento é também indicado para o tratamento auxiliar de pacientes adultos com câncer de mama HER2-positivo (IHC3+ ou ISH+) que ainda apresentam sinais da doença após o tratamento inicial e a quimioterapia. (Leia mais abaixo)
“Enhertu® é um conjugado anticorpo–droga direcionado ao receptor HER2, administrado por via intravenosa, que combina um anticorpo monoclonal anti-HER2 a um potente agente citotóxico (que causa danos ou morte das células), permitindo a entrega seletiva do medicamento às células do tumor”, afirmou o governo federal.
O câncer de mama é o tipo da doença mais diagnosticado no mundo. É também a maior causa de mortes por câncer em mulheres. É estimado que, só no Brasil, mais de 70 mil surjam por ano. Destes, 10% a 19% dos casos apresentam superexpressão do HER2, um subtipo associado a maior agressividade e pior prognóstico médico.
Uma parcela considerável de pacientes enfrenta o retorno do câncer em até uma década após a cirurgia, um índice que chega a 25%. Esse cenário ocorre porque as terapias pré-operatórias atuais nem sempre eliminam totalmente o tumor, deixando resíduos malignos e uma lacuna urgente no tratamento pós-cirúrgico.
Para mudar essa realidade, a nova recomendação do Enhertu® se apoia em um estudo que trouxe ganhos clínicos expressivos na sobrevida livre de progressão. O medicamento conseguiu cortar mais do que pela metade (uma queda de 53%) o risco de morte ou de reaparecimento invasivo da doença. O impacto positivo foi observado de forma consistente em múltiplos subgrupos de pacientes, garantindo mais tempo de vida sem a presença da doença.
Fonte: Poder360 (Leia mais abaixo)