terça-feira, 30 de setembro de 2014 - Foto: Arquivo

O primeiro lote nacional leiloado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para expansão do serviço de internet 4G no país foi arrematado pela Claro.
Ao custo de R$ 1,947 bilhão, a tele conquistou o direito a operar na melhor faixa de cobertura, que, segundo especialistas, é a que deve sofrer menos interferência dos canais de TV.
O valor supera em R$ 20 milhões o preço mínimo estabelecido pelo governo, ágio de 1%.
A Anatel realiza nesta terça (30) o segundo leilão de internet 4G do país, com ofertas de três lotes para cobertura nacional e três para cobertura regional.
O primeiro deles é visto como o mais interessante pelas empresas e oferece possibilidade de cobertura em todo país.
O segundo e o terceiro, também de cobertura nacional, devem exigir mais das empresas na implantação da rede, segundo especialistas, pois podem apresentar mais problemas de interferência. O lance mínimo para cada um dos três primeiros lotes é R$ 1,928 bilhão.
Há um outro lote que permite cobertura em praticamente todo Brasil, com exceção de 89 municípios nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Neste caso, o lance mínimo é R$ 1,893 bilhão.
Lances do primeiro Lote
Durante a abertura de envelopes, na sede da reguladora, em Brasília, a Telefônica/Vivo apresentou o preço mínimo, de R$ 1,927 bilhão, para o primeiro lote. Já a TIM arredondou o valor para R$ 1,928 bilhão. O maior lance foi da Claro, com R$ 1,947 bilhão.
A empresa Alagar, quarta participante do leilão, sequer apresentou garantias para este lote, sem interesse no lote de cobertura nacional.
Durante o processo, a Telefônica/Vivo e a TIM optaram por não fazer lances maiores, desistindo da disputa.
Segundo Lote
A TIM arrematou o segundo lote nacional para cobertura de internet 4G no país. O valor pago pela empresa foi de R$ 1,947 bilhão, com ágio de 1%.
Para a disputa do segundo lote, a Claro não poderia ter participado, já que arrematou o primeiro lote.
Já a Telefônica, que ofereceu o preço mínimo, de R$ 1,927, não fez nova proposta.
Arrecadação
Inicialmente, o governo esperava arrecadar ao menos R$ 7,7 bilhões com o leilão, valor correspondente ao arremate de todos os lotes pelo valor mínimo. O Tesouro conta com esse montante extra para fechar as contas do ano.
No entanto, empresas do setor como Oi, Nextel e Sercomtel nem sequer se habilitaram para participar do processo, o que reduz a disputa e pode deixar lotes desertos.