Ampla ameaça cortar luz da prefeitura de São Fidélis


13/01/2017     08h15      |    Foto: Divulgação  O prefeito de São Fidelis, Amarildo Alcântara (PR), o Amarildo do Hospital, determinou ao secretário de Governo e Articulação Política, Davi Loureiro, para que usasse as redes sociais a fim de explicar a situação dos servidores públicos municipais, que não receberam os salários de dezembro, herança do ex-prefeito Luiz Fratani (PMDB), o Femenê.  Segundo Davi, além de atraso de salários e férias, o ex-gestor deixou dívidas com concessionárias de água, luz e telefone, além de fornecedores, sem falar na divida de R$ 4,4 milhões com o Fundo de Previdência dos Servidores Municipais. A Ampla ameaça cortar a luz da prefeitura em 15 dias. “A lei diz que prefeito tem até o quinto dia útil para fazer o pagamento dos salários dos servidores, isso dentro exercício dele. Agora, no exercício de que finda o seu mandato, ele tem que pagar até o dia 30. Nada disso foi feito, mas estamos tomando providencias, mas não temos como pagar os salários dos servidores porque o Orçamento do exercício de 2017 ainda não foi aberto, o que vai ser feito entre os dias 15 e 20 deste mês. A prefeitura não pode pagar um café, nem comprar uma enxada porque não foi ainda aberto o Orçamento”, explicou. Davi Loureiro, que já foi prefeito de São Fidélis por dois mandatos, afirmou que alguns dos contratados que perderam cargos no governo anterior estão plantando mentiras pelas redes sociais. “Eles perderam a boquinha e ficam pelas redes sociais plantando mentiras demagógicas”, frisou. “Além da dívida com a folha pagamento, a Ampla está cobrando prefeitura dívida de R$ 206 mil deixada pelo governo anterior. A empresa ameaça cortar luz na prefeitura dentro de 15 dias se essa fatura não for paga”, revelou. “Vamos conversar com a Ampla, pedir para ampliar esse prazo para não corrermos o risco de o Orçamento não ser aberto até lá e a gente não ter como pagar, mesmo tendo dinheiro em caixa”, explicou ainda. Davi acusa Fenemê de priorizar empresários do setor de transportes e da firma que faz a coleta do lixo na cidade, ao invés de pagar o servidor da prefeitura. “Ele não pagou ao servidor porque não quis pagar. A folha tem o custo de R$ 3,5 milhões, sem falar férias professores que está beirando entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão. Mas ele pagou à empresa do lixo em torno de R$ 2,2 milhões, além de pago R$ 1,2 milhão à empresa de ônibus pelo programa da passagem a um real. Além disso, optou também por pagar R$ 480 mil indenização de férias não gozadas e licença-prêmio a secretários, assessores e outros cargos comissionados. Se ele quisesse, teria optado por pagar aos servidores não às empresas lixo e de ônibus. Mas ele optou por pagar dois empresários em prejuízo de 2 mil servidores que ficaram sem receber". CORTE EM SECRETARIAS - Davi acrescentou que o atual prefeito extinguiu oito secretarias, além de outras medidas de economia. “Só com o corte dessas secretarias, vamos economizar R$ 1 milhão em janeiro com a folha de pagamento para que a gente possa resgatar o mais rápido possível os compromissos que não foram honrados pelo ex-prefeito, que além de salários e férias, deixou dívidas com concessionárias de água, luz e telefone, além de fornecedores. Sem falar na divida de R$ 4,4 milhões com o Fundo de Previdência dos Servidores Municipais”, concluiu Davi Loureiro. Da redação 



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