O rádio de Campos está de luto. Na tarde desta quinta-feira (01), morreu o narrador esportivo Sérgio da Mata Tinoco, aos 81 anos. O locutor estava internado no Hospital da Beneficência Portuguesa e veio a óbito por insuficiência cardíaca.
Sérgio trabalhou em várias emissoras como a Rádio Cultura, Continental, Difusora, Absoluta e Transamérica. Na Cultura, transmitiu a Copa do Mundo de 1998, ao lado do repórter Pessanha Filho e outros profissionais da Rádio Sociedade da Bahia, do Grupo Record. Atuou também pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. (Leia mais abaixo)
Contemporâneo de Sérgio Tinoco nos áureos tempos do rádio campista, quando cobriam os jogos de Americano e Goytacaz pelo país inteiro, o também narrador Luiz Cândido, hoje apresentador de TV, lembra que o radialista era goleiro do Americano, mas a paixão pelo o rádio o levou às transmissões esportivas.
“Deixou os gramados e passou a narrar futebol por paixão pelo rádio. Perdemos um belo colega, de tantas lembranças que vivemos nas muitas viagens que fizemos por este Brasil imenso. Sempre nos ajudamos mutuamente, mesmo quando trabalhamos em emissoras diferentes. Quando um estava com dificuldades para iniciar uma transmissão, o outro chegava para tentar ajudar”, disse Cândido.
Luiz Cândido lembra que Sérgio foi também bancário, tendo sido gerente da agência do Unibanco em São João da Barra. Posteriormente, foi representante e propagandista de um laboratório farmacêutico também com bastante sucesso, ampliando sua rede de amizades por todo norte do Estado.
“Vivemos bons momentos no rádio e, por último, com as participações nos debates do programa do saudoso Nilson Maria”, acrescentou Luiz Cândido.
Diretor do Campos 24 Horas, o jornalista e radialista Fabiano Venâncio acentuou que Sérgio Tinoco deixa um legado como profissional e colega de trabalho. (Leia mais abaixo)
“Ele era muito versátil. Além de narrador, participava de mesas redondas na Difusora às segundas-feiras. Ali nós tínhamos uma grande equipe, com ele, o José Nunes da Fonseca, Luiz Mário, Fernando Antônio, João Neto, Paulo Lacerda, Arnaldo Garcia, entre outros. Sempre teve um estilo próprio, nunca procurou imitar narradores dos grandes centros. Afora isso, Sérgio era muito boa gente, que se relacionava bem com todo muito. Foi uma grande perda”.
“Lá se foi mais um grande amigo e parceiro, um senhor narrador esportivo. Lamentamos a perda de um grande companheiro e desejamos toda força à família com a nossa solidariedade” disse o repórter Evaldo Queiroz, que com Tinoco trabalhou em várias emissoras.
Adilson Dutra, repórter e comentarista, e titular do blog Cadeira de Bar, sobre esportes, lembra que Tinoco foi o seu “porto seguro” quando chegou a Campos, vindo de Miracema.
“Ele foi o meu primeiro porto seguro em Campos, meu irmão de verdade, o ombro amigo nos momentos difíceis e a grande companhia nos momentos de alegria. Você, Sérgio Tinoco, deixa dor no coração de todos seus amigos, mas as lembranças serão sempre as melhores possíveis. A família, que tanto amo, meu profundo pesar”, disse.
O radialista Rui Uhlmann, apresentador da Rádio Educativa, lembra que chegou a trabalhar com Tinoco numa época em que exerceu a função de plantonista esportivo e recebeu elogios do amigo. (Leia mais abaixo)
“Ele dizia que eu era o tiriri tiriri de Campos, brincando ao me comparar com o maior plantonista esportivo do rádio brasileiro, Jairo de Souza, da Rádio Globo. Nunca me esqueci desse mimo dele comigo. Sei que Sérgio descansou e Deus reservou um lugar especial para ele pois era um ser humano muito amável. Nunca vi nesses anos todos que tenho de rádio esse companheiro zangado e triste. Era sempre um cara alto astral, um narrador esportivo diferenciado”.
A Associação de Imprensa Campista divulgou nota de pesar pelo falecimento do radialista.
Sérgio Tinoco era tio de Eraldo Leite, comentarista da Rádio Globo, que se encontra no Catar na cobertura de sua 11ª Copa do Mundo. “Ele foi o meu grande incentivador, desde os primeiros passos que dei na profissão que abracei e até os seus últimos dias”, disse Eraldo. Há alguns anos, Sérgio Tinoco perdeu a esposa, Sônia Tinoco, que faleceu de câncer, aos 79 anos. O radialista deixou cinco filhos, quatro netos e um bisneto