Com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de pessoas que apresentam contraindicação à utilização de vacinas que contém proteína do ovo ou leite em sua composição ou outros componentes geradores de resposta alérgica, a Secretaria de Saúde, através do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), disponibiliza o Ambulatório de Vacinação dos Alérgicos. A partir deste mês de setembro, o atendimento, que até então acontecia somente às quartas-feiras, das 14h às 17h, passou a ser feito também às terças-feiras, das 8h às 17h, pelo infectologista pediátrico e responsável técnico pelo Crie, Charbell Kury e pela pediatra Anelise Amoy Freitas.
A enfermeira chefe do Crie, Anna Carolina Rangel, explicou que para ser atendida no ambulatório, a pessoa precisa comparecer ao Crie a fim de agendar a consulta. “Se for primeiro atendimento, se faz necessário apresentar laudo do médico alergista, cartão de vacina e cartão do SUS“, disse ela, destacando que, após o agendamento da consulta, o paciente receberá uma ligação telefônica informando o dia e horário do atendimento. O Crie funciona no Centro de Saúde, anexo ao prédio da Secretaria de Saúde, das 8h às 17h. (Leia mais abaixo)
Carolina disse que as vacinas contra a febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), gripe e varicela (catapora) são as que contêm traços de ovo ou leite em sua composição. Segundo ela, o ambulatório atende em média 20 pacientes, sendo dez na terça-feira e outros dez na quarta.
A pediatra Anelise Amoy Freitas explicou que cada paciente que chega ao ambulatório passa por uma avaliação detalhada antes de receber a vacina. “Os imunobiológicos são ministrados em local apropriado e com equipe especializada para diagnosticar sinais e sintomas de reação. Possuímos também medicação específica e suporte para o primeiro atendimento caso seja necessário”, afirmou a médica, destacando que, se a pessoa não apresentar nenhuma reação 30 minutos após receber a vacina, ela é liberada.
A cabeleireira Bruna de Souza Carvalho Arêas, 32 anos, mãe da pequena Ágatha, de 1 ano e 1 mês, disse ter ficado bem satisfeita com o atendimento prestado pela equipe médica e de enfermagem. “São todos educados e prestativos”, afirmou. A bebê, segundo a mãe, tem alergia ao leite de vaca e ainda não havia recebido a tríplice viral. “Ela tomou a vacina no ambulatório e não teve nenhuma reação”, afirmou Bruna.
*Fonte: Ascom