Pânico, desespero, massacre. Alunos, professores e funcionários que estavam no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) no momento em que João Antônio Miranda Tello Gonçalves, funcionário afastado do setor de pedagogia, sacou um arma e matou Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro, respectivamente diretora e psicológa da instituição.
"Os alunos ficaram desesperados. A gente tentou manter os alunos na sala de aula... Depois chegou a polícia, dizendo para sair com calma. As notícias foram chegando aos poucos. É lamentável. O Cefet sempre foi um lugar tão tranquilo para trabalhar, para os colegas, os alunos", disse um professor da instituição em entrevista ao canal de TV 'GloboNews'. (Leia mais abaixo)
Um aluno, também em relato à Globonews, disse que boa parte dos alunos se trancou nas salas após o barulhos dos disparos. Houve pânico, correria e muita tensão. "Estávamos no grêmio e escutamos um barulho, mas não estava tão alto. Nem imaginamos que fosse tiro. Pensamos: 'Em um colégio, tiro? Não'. Mas de repente teve uma correria, todo mundo falando em massacre e entramos em desespero. Eu e um grupo de amigos fechamos um pavilhão, trancamos, botamos cadeira e um monte de coisas para fechar bem a porta. E fomos acompanhando por um grupo de WhatsApp. Foi um caos, porque ninguém sabia o que estava rolando", afirmou.
"Ficamos tristes porque são duas vidas em jogo. Um dia que era para ser feliz, de despedida, de alegria, acabou em uma tragédia como essa", completou o aluno, mencionando que esta sexta (28) encerrava o ano letivo na instituição. (Leia mais abaixo)
Ministro da Educação posta nota em solidariedade às vítimas O ministro da Educação, Camilo Santana, expressou sua dor e manifestou solidariedade em um post nas redes sociais.
"Minha solidariedade a toda a comunidade do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), do Rio de Janeiro, cenário da tragédia que culminou na morte de três servidores da instituição na tarde de hoje. Nós estamos em contato com a direção do Cefet-RJ e as estruturas do MEC já estão mobilizadas para prestar todo o apoio necessário nesse momento de perplexidade e dor. Aos familiares e amigos das vítimas, meus profundos sentimentos", escreveu o ministro no X (antigo Twitter). (Leia mais abaixo)
Anielle Franco, ministra da da Igualdade Racial, também publicou uma nota nas redes sociais manifestando dor com a tragédia e ressaltando o fato de que a motivação do crime precisa ser apurada.
"Cenas tristes e desoladoras. Mostram como as mulheres estão expostas e vulneráveis em uma sociedade machista e violenta, inclusive em seu ambiente de trabalho. Que a motivação deste crime seja investigada. Me coloco à disposição para que possamos buscar caminhos de prevenção a este ódio e violência contra meninas e mulheres em todos os espaços. Para que nunca mais aconteça", escreveu Anielle. (Leia mais abaixo)