Aluno da Faetec é agredido a pedradas no rosto em briga

Caso aconteceu na Faetec Marechal Hermes no último dia 25. Mãe do jovem disse que faltam monitores na unidade e que filho já foi vítima de bullying




02/04/2024, 11h42, Foto: Reprodução.


Um aluno de 13 anos foi agredido dentro da escola da Faetec Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, no último dia 25 por outra estudante e ficou ferido na cabeça e no rosto. A menina teria usado uma pedra para as agressões. Segundo a mãe do aluno, Danielle Shuindt, a briga teve início durante uma brincadeira de vôlei e que, no momento das agressões e logo em seguida, outros estudantes é que prestaram apoio, isto dada a falta de monitores na unidade.(Leia mais abaixo)


— Meu filho, depois do almoço, eles foram brincar de tipo de vôleizinho entre eles. E jogou a bola nela, ela não gostou, e começou a briga. Aí os alunos separaram esse primeiro momento, só que depois ela voltou com uma pedra. E com a pedra começou a bater na cabeça dele, ficou muito machucado, não tinha ninguém ali para dar um suporte, para dar um apoio. Os próprios alunos que separaram ele, tiraram ele dessa situação, porque se não fossem os alunos, eu não sei o que ia acontecer. Isso é uma coisa muito mais séria, muito mais grave — contou Danielle, em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo.(Leia mais abaixo)


Nas imagens, que circulam nas redes sociais e foram gravadas por outros estudantes, é possível ver o aluno ferido. Um machucado na parte da frente da cabeça está sangrando. Outros jovens tentam limpar o local, jogando água com auxílio de uma garrafa e usam uniforme para tentar estancar o sangramento. Apenas em um dos vídeos é possível ver o jovem recebendo auxílio de um adulto, quando aparecem caminhando.(Leia mais abaixo)


Segundo a mãe do aluno, ao questionar a administração da Faetec sobre a falta de monitores, eles admitiram que a equipe está defasada e que os profissionais que, hoje, estão na unidade são encarregados da segurança patrimonial.(Leia mais abaixo)


— Não, não tinha. O inspetor só acompanha eles até o refeitório, mas no campus eles ficam livres, não tem ninguém. Eu questionei isso em Quintino, e foi falado que os vigilantes que tem aqui são vigilantes patrimoniais. Não tem ninguém para tomar conta dessas crianças no campus, não tem ninguém. São patrimônios, mas aqui são nossas vidas, são nossos filhos que estão aqui. A gente deixa nossos filhos aqui e a gente não sabe como vai receber nossos filhos de volta. Foi uma agressão dentro da escola. Eu quero a resposta do Estado, o que eles podem fazer para ajudar, porque tá um déficit muito grande de contratação de pessoas, não tem monitores no campus, não tem ninguém acompanhando essas crianças. Faltam professores, tem contratos temporais que já estão acabando, os crianças estão precisando de um suporte e o governo do Estado não tá fazendo nada para ajudar. Eles estão abandonados aqui.(Leia mais abaixo)


No início desta semana, Danielle usou seu perfil numa rede social para desabafar e falar sobre o caso. Com uma foto do filho com o rosto e o uniforme sujos de sangue, a mãe do jovem, em texto, cobra por respostas dos órgãos responsáveis.(Leia mais abaixo)


"Não havia nenhum vigilante para auxiliar, os próprios alunos que separaram enquanto alguns gravavam a desgraça, views mais importante. Quando questionei isso DIREÇÃO DE ENSINO FAETC QUINTINO a resposta que tive é que são vigilantes patrimoniais, não tem monitores no campus para dar suporte ao ensino Fundamental. COMO ASSIM???? São VIDAS, deixamos nosso bem maior dentro da escola e assim que recebo meu filho, se não fossem os alunos do ensino médio separando, como meu filho estaria ou não estaria?!!!"(Leia mais abaixo)


Em nota, a Faetec afirma que "no momento do ocorrido não havia um profissional acompanhado pois a mãe do aluno recusou mediador ao qual tem direito. Contudo, haverá na unidade remanejamento de vigias para reforçar a segurança na unidade".(Leia mais abaixo)


O jovem já foi vítima de outros casos de bullying na unidade. De acordo com Danielle, a família e o estudante receberam apoio da escola, mas não foi o suficiente para este novo caso. Segundo ela, a estudante já se envolveu em outros casos de agressão dentro da mesma unidade. Em nota enviada à TV Globo, a Faetec afirma que a aluna foi transferida para outra escola.(Leia mais abaixo)


— Eu já vi em alguns momentos aqui, eu vi agressão com ele também, bullying, muito bullying acontecendo com ele. A escola me acolheu, acolheu meu filho, meu filho é assistido. Eu sou uma mãe atípica, eu faço tudo pelo meu filho e a escola deu esse suporte, mas assim, a conscientização tem que vir de muitas outras áreas. A escola fez até onde a direção pode fazer. O que falta aqui é monitor nesse campus, olhando por essas crianças. Acontecem outros casos, essa agressão foi com meu filho, mas essa menina já agrediu outras crianças aqui dentro também, já tem várias ocorrências registradas aqui dentro da parte dessa aluna.(Leia mais abaixo)


Em nota, a Faetec disse que os dois alunos são assistidos pela Sala de Recursos Multifuncionais da unidade, que oferece atendimento educacional especializado. Segundo a pasta, "a situação foi encaminhada imediatamente para o Serviço Social da Faetec e para o Conselho Tutelar da região e está sendo acompanhada pela equipe de orientação educacional da escola".(Leia mais abaixo)


A Faetec ainda afirma que, após a transferência, "aproveitou para potencializar junto aos responsáveis a necessidade de seguir, conforme orientado, o tratamento indicado pelos especialistas da rede", diz trecho da nota. O aluno, vítima da agressão, já voltou às aulas e recebe orientação educacional e atendimento da equipe da unidade.(Leia mais abaixo)


Após ser ferido, o aluno foi levado para a UPA de Marechal Hermes, próximo à escola. Danielle disse que ele precisou ser levado para outra unidade de saúde porque não havia pediatras no local. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse, em nota, que "a Fundação Saúde, gestora da UPA Marechal Hermes, informa que a unidade estava com o quadro médico completo no dia 25 de março. No momento em que o adolescente chegou à UPA, os dois pediatras do plantão estavam na sala vermelha atendendo uma criança em estado grave. Os acompanhantes do jovem foram informados sobre a situação e que ele seria devidamente atendido, mas optaram por não aguardar o atendimento na UPA".


Fonte: Extra