Almy: avanços na Agricultura com recorde de quilômetros de estradas recuperadas

Em entrevista a Fabiano Venancio, secretário Almy Junior faz balanço da área de agricultura e diz como o governo Wladimir incentiva os agricultores do município


  • Atualizado em 31/12/2023, 08h24, Foto: Campos 24 Horas.

(Assista vídeo da entrevista ao final da página) - Postado por Fabiano Venancio - Campos elegeu a agricultura como uma das alavancas necessárias do desenvolvimento regional, garante o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca, o professor Almy Junior, que contabiliza avanços como 2.500 km de estradas de leito natural recuperadas e outras com 150 km de asfalto reconstruídas que beneficiam um universo de 8 mil produtores rurais, sendo 6.500 agricultores familiares no município. No balanço de realizações de sua gestão e do governo Wladimir Garotinho, que fez em entrevista ao jornalista Fabiano Venancio, do Campos 24 Horas, nestes quase três anos de gestão, o secretário admite que, ao assumir a pasta, teve que “começar do zero”. 

— Tivemos que começar do zero. Não tínhamos nada na secretaria. A secretaria não tinha nenhuma condição de ajudar o produtor em absolutamente nada.  Não tinha uma sede decente pra receber o produtor. Não havia veículos e máquinas pesadas para atender o agricultor como patrol, trator ou uma retroescavadeira. E mais do que máquinas, pessoas, que é o principal. Gente para ajudar o produtor a não desistir na execução de uma tarefa inviável ou complexa do ponto de vista técnico. Não havia zootecnista, um veterinário ou um engenheiro agrônomo — disse Almy.  (Leia mais abaixo)

Num município cuja extensão territorial é de 4. 032,487 km² , o programa Estradas do Produtor assume importância fundamental para que o agricultor possa escoar sua produção.   

— Sou filho de produtor rural, e o que o agricultor busca primeiramente é ter estrada para o escoamento da produção. O prefeito Wladimir Garotinho e o vice-prefeito Frederico Paes, em seu programa de governo, definiram a agricultura como uma das alavancas necessárias para o desenvolvimento local e regional. E neste programa, a recuperação das estradas é algo fundamental. Já são 2.500 km de estradas de leito natural feitas e refeitas, outras 150 km de estradas de asfalto que foram reconstruídas na região do Zumbi, Sant´Ana, Conceição do Imbé, Lagoa de Cima e Rio Preto. Sem estradas não há desenvolvimento.

O custo da atividade agrícola fica muito alto com estradas ruins ou sem condições de tráfego, avalia Almy. “É muito ruim porque resulta num caminhão quebrado, que não chega para pegar o leite na hora certa, nem o ônibus pra levar o filho produtor para a escola ou a ambulância para socorrer alguém com alguma patologia. Em Campos, havia estrada que não via uma máquina há 30 anos”, enfatiza.

“Quando o produtor envia sua cana para a usina, e tem que dar voltas de 30km a 40km por conta de estradas sem condições, isso representa um custo muito alto do transporte e inviabiliza a produção”, frisa o secretário.

Almy Junior destaca o papel da agricultura no contexto da produção em Campos.   — Da Baixada Campista saem caminhões de abacaxi e quiabo para as Ceasas de várias partes do Brasil. Temos o leite, que sai daqui para as envasadoras das grandes empresas, já que Campos é ainda o maior produtor de leite do Estado. Já produziu bem mais, mas continua sendo o primeiro. De derivados do leite, já temos 15 queijarias legalizadas no muncípio. E faço um apelo: compre o queijo de Campos, que é de excelente qualidade, e também porque o dinheiro vai circular em seu município.   (Leia mais abaixo)

Como braço importante de apoio às atividades da bacia leiteira, o secretário destacou ainda o Programa Campos Leite que inclui a aquisição de resfriadores de leite para associações de produtores; a assitencia técnica para melhorar a pastagem, além do apoio e assistência também às 15 pequenas queijarias em parceria com pesquisadores de Uenf.  

Para Almy Junior, Campos possui recursos hídricos fabulosos, com 150 km de leito d'água, “mas uma riqueza inexplorada”  — Nós temos aqui o que chamo de rota do pescado que começa na região do Imbé, na Cachoeira do Mocotó, nos rios Urubu, Opinião, que chegam na Lagoa de Cima, e o Rio Ururaí que chega na Lagoa Feia, passa pelo Canal das Flexas e sai no Açu.  O pescado no Farol, no ápice da produção, dali saíam cerca de 15 toneladas/dia de camarão. Precisamos reestruturar o Terminal Pesqueiro de Farol de São Thomé, e vamos concentrar esforços para isso. Na Lagoa Feia, são 250 pescadores sem estrutura alguma. Já temos também recursos liberados para construir ali um ancoradouro a fim de que o pescador possa ancorar seus barcos e retirar sua produção. 

Outro obstáculo para o desenvolvimento da agricultura em Campos, sobretudo os pequenos produtores, é o acesso ao crédito.   — A dificuldade do acesso ao crédito é um problema sério porque grande parte dos pequenos produtores não consegue reunir a documentação exigida pelos bancos e outras organizações financeiras. Temos aqui assentamentos nesta situação, mas o Incra não aparece para resolver a situação. Na prefeitura há o Programa de Regularização Fundiária, já fizemos reuniões com assentados, e vamos chamar o Incra, os cartórios e os bancos para solucionar este problema — afirmou ainda Almy. 

Almy Junior, que além de ser engenheiro agrônomo, com mestrado e doutorado em Produção Vegetal, foi reitor da Uenf e presidente da Sociedade Brasileira de Fruticultura, aposta que o futuro de Campos está na agricultura.

— O petróleo é nossa realidade atual, mas o futuro de Campos, com sua extensão territorial e todas essas potencialidades, está na agricultura. Na produção de alimentos. O governo passado investiu R$ 1 milhão na agricultura. Nós já investimos R$ 50 milhões e vamos chegar a R$ 150 milhões. Como engenheiro agrônomo posso fazer esta avaliação que onde há uma agricultura forte há desenvolvimento, inclusão social, emprego e renda”, finalizou.  (Veja vídeo da entrevista abaixo) (Leia mais abaixo)



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