Além da inflação nos valores dos combustíveis, os preços de produtos da cesta básica subiram em 11,4% nos últimos 30 dias em Campos. Há um mês, a equipe do CAMPOS 24 HORAS pesquisou nove supermercados no município, entre os dias 04/02 e 04/03, e concluiu que o custo de itens essenciais no consumo doméstico semanal das famílias têm pesado bastante no bolso do campista.
Há um mês a cesta básica semanal com produtos custou R$ 138,47. Trinta dias depois, o custou passou a R$ 157,66. A alta foi puxada pelo preço dos ovos brancos (114%), do jiló (40%), cenoura (33,5%), pepino (33,5%), tomate (29%) e feijão (17%). (Leia mais abaixo)
A média de preço de uma cartela de 30 unidades ovos brancos estava a R$ 6,99 no início de fevereiro. Um mês depois o custo disparou para R$ 14,99. O quilo do jiló subiu de R$ 4,99 para R$ 6,99. A cenoura, que custava R$ 2,99 o quilo, passou para R$ 3,99. O pepino, de R$ 2,99 para R$ 3,99. O tomate, de R$ R$ 6,99 para R$ 8,99; e o feijão Patusco, de R$ R$ 7,69 para R$ 8,99 o quilo.
Em contrapartida, o preço do alho registrou queda de 40%. Há um mês o quilo do produto, que custava em média R$ 13,99, caiu para R$ 6,99. Ainda de acordo com o levantamento da reportagem, outro produto que sofreu deflação durante o período foi a banana prata que saiu de R$ 6,49 para R$ 4,99.
Os produtos da cesta básica contém produtos de primeira necessidade como feijão, arroz, batata, açúcar, óleo de soja, azeite, alho, cebola, ovos, sal refinado, , pó de café, farinha de trigo, detergente, papel higiênico, tomate, cenoura, maxixe, jiló, pepino, banana e laranja.
Dados divulgados pelo IBGE mostram que a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2020 com alta de 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, enquanto os preços dos alimentos acumularam aumento de 14,09% no ano. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) utilizado para reajustar o mínimo fechou com alta de 5,45%. O reajuste aplicado ao mínimo pelo Governo foi menor, de 5,26%.
Em outras palavras: o reajuste do salário mínimo anunciado para 2021 não cobre a alta da inflação. O mesmo ocorreu no ano passado, quando inicialmente o reajuste para 2020 também não acompanhou a alta dos preços. (Leia mais abaixo)
De acordo com especialistas, fatores climáticos e a alta do custo de transportes com a série de aumentos nos preços dos combustíveis, interferiram na inflação dos produtos da cesta básica.