quinta-feira, 27 de novembro de 2014 - Foto: Secom

O secretário de Agricultura, Eduardo Crespo, se reuniu na tarde desta quarta-feira (26) com uma equipe da secretaria e da Emater para a assinatura oficial do Relatório de Perdas elaborado pelas duas instituições. No documento constam os números levantados, através de uma pesquisa com os produtores rurais do município, sobre as perdas com a seca recorde deste ano. O material será enviado para a Defesa Civil e para a Câmara de Vereadores de Campos.
“O fato do Rio Paraíba ter subido é muito bom, mas não resolve todos os problemas enfrentados pelos produtores. Ainda precisamos de chuva para aumentar o nível da Lagoa Feia, responsável por levar água aos canais da Baixada Campista, região que ainda sofre muito com a seca. Os números já foram divulgados, mas com este relatório oficial podemos informar as perdas a Defesa Civil, a Câmara Municipal e discutir políticas de apoio rural”, explicou Eduardo.
A supervisora local da Emater/Rio, Ivani Paula Rubião, falou sobre o relatório. “Esses números são uma base, pois os prejuízos seguem com o gado que deixou de engordar, a plantação que não desenvolveu, entre outros pontos”, ressaltou a supervisora acompanhada dos engenheiros agrônomos da Emater/Rio, Luís Carlos Teixeira, José Roberto Pereira e Bartolomeu de Gusmão.
O relatório ressalta as perdas no setor agropecuário que, assim como o setor canavieiro, foi o mais atingido. “Com esse levantamento vimos que a agropecuária é tão importante quanto a cana-de-açúcar para a nossa economia. O impacto econômico gerado pelo gado que deixou de crescer é tão importante quanto do gado que não resistiu à seca”, afirmou o secretário.
Ainda durante a reunião Eduardo solicitou aos representantes da Emater que participem de uma visita ao presidente da Câmara de Vereadores, Edson Batista, para conversar sobre o tema que poderá ser debatido em uma CPI no legislativo campista.
“Com este documento podemos dar prosseguimento a esta iniciativa da Câmara e discutir políticas públicas que nos preparem para situações como esta, onde pela falta de chuva o produtor não consegue gerar alimento para o gado que acabou morrendo. Além de outras ações que podem ser implantadas para que este cenário não continue se repetindo ano após ano”, concluiu Eduardo Crespo.