Agricultura de Campos terá corte de 32,52% este ano. Já a Câmara terá aumento

Recursos foram tirados do orçamento votado pela Câmara


  • 12/01/2021, 08h57, Foto: reprodução-Campos 24 Horas.

Sempre apontada como uma área fundamental para o desenvolvimento do município e alternativa essencial para gerar emprego e renda, a agricultura foi o setor que mais sofreu cortes no Orçamento de Campos para 2021. O percentual foi de 32,52% de recursos a menos do que no ano passado. Em 2020, a peça orçamentária reservou R$ 7.715.578,76 ao setor, enquanto para este ano os valores são de R$ 5.206.226,00. Já a Câmara de Vereadores terá um pequeno aumento para o exercício deste ano. A elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2021 foi feita no governo passado e estimou as receitas para este ano em R$ 1,7 bilhão, e foi votado pelo Legislativo no final de 2020.

Em seu blog, o assunto foi tratado pelo economista José Alves de Azevedo Neto, que considerou um “paradoxo” o encolhimento dos recursos para fomentar a produção no campo. "Considerado pelo prefeito Wladimir Garotinho como a redenção econômica do município, a agricultura teve um corte considerável. Quando avaliamos que o gestor pretende retomar o crescimento econômico municipal dando prioridade a este relevante segmento econômico gerador de emprego e renda, estamos diante de um paradoxo",  disse o economista.  (Leia mais abaixo)

“Vamos aguardar a partir de agora, a execução orçamentária ao longo do ano, para conferir, se o atual governo está ou não preocupado com a agricultura”, acrescentou José Alves Neto.

Mas não foi apenas a Agricultura que terá orçamento reduzido em 2021. A Saúde sofrerá corte de 13,36%, passando de R$ 747.035.304,94 em 2020 para R$ 647.268.682,75 este ano. Outro setor com recursos menores este ano foi o da Educação, com menos 11,31%. Com R$ 366.466.016,01 no ano passado, ficará com R$ 325.025.761,14 este ano.

O economista observou ainda que o único orçamento fiscal que registrou um pequeno aumento para o exercício deste ano foi o da Câmara de Vereadores, de apenas, 0,03%, por conta do duodécimo repassado pelo Pode Executivo ao Legislativo.  



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