Advogado questiona postura adotada por militares em caso que apontou falso sargento do Exército em Campos

Segundo defesa do autuado, informações no sistema gov.br apontam que ele é militar


  • 25/08/2025, 17h21, Fotos: Divulgação.

"O sistema Gov.br traz a informação de que Jeferson é sargento do Exército. Temos vídeo da consulta e vamos mostrar. Como é que um militar diz que 'pela experiência dele' o documento é falso? Isso não existe! O Gov.br diz uma coisa e o militar diz outra. Uma das versões está errada. Agora é aguardar para ver a que está certa". A argumentação é do advogado Marino Victer, responsável de defesa de Jeferson da Conceição, de 40 anos, que foi preso em flagrante na última quarta-feira (20), com uma pistola de uso restrito, após suspeita de ter apresentado falsa documentação de sargento do Exército. Leia AQUI.

Segundo o advogado, Jerfeson é militar da reserva mobilizável - conjunto de militares da reserva que podem ser convocados para o serviço ativo em caso de necessidade - e teria recebido há pouco tempo a convocação do Exército para se apresentar no Rio de Janeiro.  (Leia mais abaixo)

Jeferson foi solto na audiência de custódia, após pagamento de fiança estipulado em R$ 5 mil. Ele responderá em liberdade. Marino ainda enfatizou que seu cliente não foi autuado por falsidade ideológica ou apresentação de documento falso. A autuação em flagrante se deu pelo porte ilegal de arma.

A abordagem a Jeferson aconteceu no Parque Guarus. Diante da suspeita de que o documento de sargento do Exército apresentada por ele era falso, os policiais miltares responsáveis pela ocorrência teriam acionado o Exército e obtido a informação de que o sistema estava fora do ar, mas que pela experiência do oficial, tratavasse de um documento falso. (Leia mais abaixo)

"Tem coisa muito esquisita nisso aí. O militar disse que não teve acesso ao sistema. Portanto, não foi possível averiguar a informação. Mas, com base na sua experiência, sem nenhuma confirmação ou realização de perícia, ele presumiu que o documento era falso. Vamos aguardar a realização, de fato, da perícia na carteira apresentada pelo meu cliente, que é militar da reserva mobilizável. Com a confirmação do Exército de que ele pertence à corporação ou após a perícia atestar a autencidade do documento, vamos adotar as medida cabíveis", informou Victer. 



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