Adolescente é apreendida após jogar óleo fervente em ouvido e cabeça de tio

Homem morreu após dias internado. Investigações apontam que a jovem teria cometido o crime após desentendimentos com o familiar


  • 04/04/2025, 14h16, Foto: Divulgação.

Uma adolescente de 16 anos foi apreendida suspeita de matar o próprio tio, um homem de 43 anos, após despejar óleo fervente em sua cabeça e ouvido enquanto ele dormia. O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de março, em Uruaçu, no norte de Goiás. A vítima sofreu queimaduras graves, foi socorrida, permaneceu internada por nove dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em 28 de março. (Leia mais abaixo)

De acordo com informações da Polícia Civil, a adolescente aqueceu um litro de óleo no fogão até que o líquido atingisse alta temperatura. Em seguida, esperou o tio adormecer e despejou o óleo sobre ele. O homem foi levado ao Hospital Estadual Centro Norte Goiano (HCN). Devido à gravidade das queimaduras, no entanto, precisou ser transferido para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

Segundo o g1, as investigações apontam que a jovem teria cometido o crime após desentendimentos com o tio. Segundo o delegado Domênico Christus, responsável pelo caso, a vítima não aprovava algumas das amizades da sobrinha, o que teria causado atritos entre os dois.

— Ele não concordava com companhias de pessoas, a seu juízo, de má índole — explicou o delegado.

A polícia não recebeu denúncias diretas sobre o caso, mas tomou conhecimento da situação e deu início às investigações. O delegado conseguiu ouvir o depoimento da vítima antes da morte, mas o conteúdo não foi divulgado.

A adolescente confessou o crime e foi apreendida no dia 29 de março, um dia após a morte do tio. Além disso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de outros suspeitos, e celulares foram recolhidos para análise após quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça. (Leia mais abaixo)

A jovem responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado, caracterizado pelo uso de meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Ela segue internada em uma unidade socioeducativa.



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