domingo, 13 de abril de 2014 - Foto: Campos 24 Horas
Entrevista / Filipe Mocaiber___________________________________ Vice-presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) (Leia mais abaixo)
As palavras chaves para quem trabalha com administração são “gestão” e “planejamento”, o que faz com que um determinado plano ou meta a ser executado dê certo. Essas palavras chaves sempre foram o foco do administrador de empresas e professor, pós-graduado em gestão hospitalar, Carlos Filipe Mocaiber Lopes, atual vice-presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), desde quando ele não tinha formação nessas áreas e trabalhava na iniciativa privada, tendo passado por três empresas multinacionais, em variadas atividades.
Servidor concursado da prefeitura como administrador hospitalar, Filipe Mocaiber (ele é primo em terceiro grau do ex-prefeito de Campos, Alexandre Mocaiber que, na verdade, é primo da sua mãe) é, também, católico convicto. Por conta disso, acredita que participar de um concurso público e passar, é uma graça superior, razão de tentar fazer o melhor no dia a dia. Ele se orgulha de ter participado de várias ações municipais, entre elas, ajudar a preparar o plano de valorização do servidor público da saúde, fazendo com que salários e benefícios fossem aumentados.
Campos 24 Horas – Vamos começar falando da FMS em um todo, suas atribuições e missão...
Filipe Mocaiber – Sim. A Fundação Municipal de Saúde surgiu da fusão entre a antiga Fundação João Barcelos Martins, composta pelo Hospital Ferreira Machado e as unidades pré hospitalares (PU da Saldanha Marinho, PU de Guarus, UPH de Travessão, UPH de Santo Eduardo, UPH São José, UPH Ururaí e UPH Farol), com a extinta Fundação Geraldo da Silva Venâncio, que cuidava do Hospital Geral de Guarus. Inclui-se aí o Hemocentro, que agora faz parte da FMS, antes um setor do HFM, hoje uma unidade. E a nossa missão é gerenciar essa rede de emergência e urgência do município. Mas, partir de um planejamento, foram identificados quatro objetivos a alcançar, nos quais já estamos trabalhando.
C24H– Mas que objetivos são esses? (Leia mais abaixo)
Filipe Mocaiber - O primeiro é aumentar a resolutividade das unidades pré hospitalares, equipando-as e criando protocolo de classificação de risco. O segundo é reforma e ampliação das unidades hospitalares (Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus). Terceiro é o aparelhamento de todas as unidades e necessidade de comprar novas tecnologias. O último é a valorização do servidor municipal, colocando-o em um nível salarial justo. Fora isso, temos as obras que estão em andamento na rede, na UPH de Travessão, UPH São José que será um novo hospital e com parte das obras sendo entregues ainda este ano, entre outras.
C24H– Mas esses todos esses objetivos foram alcançados ou vão ficar no papel?
Filipe – Todos estão sendo executados e outros já alcançados. Por exemplo: Houve reformas e melhorias no HFM e no HGG. No primeiro houve a construção de um novo CTI, a reforma do Centro de Material Esterilizado, criado um Pronto Socorro Pediátrico e provavelmente dentro de 90 dias, será aberto um novo Centro Cirúrgico. E, ainda, sem data para iniciar as obras, haverá ampliação do Pronto Socorro. Já no HGG, foram entregues 15 leitos de UTI, reformada a enfermaria da Clínica Médica e será inaugurada no próximo mês, a Agência Transfusional (unidade hemoterápica). Também será iniciada a obra da nova Emergência do hospital.
C24H– Mas os objetivos não terminam com essas ações. E o resto?
Filipe – Não, estamos alcançando. Vimos a necessidade de comprar novas tecnologias, como já falei e, por isso, só no ano passado foram adquiridos novos aparelhos de ultrassom, aparelhos de endoscopia, aparelho de esteira esgométrica e estamos comprando e renovando o equipamento do Hemocentro. Também está sendo iniciada a compra de dois novos tomógrafos, para o HFM e para o HGG. Com isso, o UPH São José recebe um tomógrafo, que era do HGG, ficando três tomógrafos em atividade. Hoje a rede conta com obras em várias estruturas físicas. Também estamos fazendo a identificação do servidor que trabalha nestes locais, através dos uniformes com cores diferenciadas, o que faz com que a população identifique de qual setor é aquele determinado profissional.
(Leia mais abaixo)
C24H– O senhor falou das Unidades Pré Hospitalares (UPH) e deu ênfase a de Farol. Qual a diferença?
Filipe – Lá era uma Unidade Básica de Saúde (UBS) 24h, ligada à Secretaria de Saúde e o papel de uma UBS é a assistência básica de saúde, ações preventivas. E a praia de Farol conta hoje com mais de 25 mil moradores, havendo por isso, a necessidade de transformação em UPH. Assim foi feito e ainda, houve aparelhamento e condições de recursos humanos. Foi implantado o Serviço de Ortopedia, aparelhamento da Sala de Estabilização, implantado o serviço de acolhimento e classificação de risco, além do Serviço Social, Laboratório de Análises Clínicas, entre outros.
C24H– Ainda dentro das melhorais físicas, um problema crônico ainda é o elevador do HFM, que gera inúmeras reclamações de pacientes e funcionários...
Filipe – Mas já estamos trabalhando para melhorar esse serviço também. Precisava trocar os dois e ainda instalar mais um. Já foi feita licitação e a previsão de entrega do primeiro é daqui a seis meses e os outros mais para a frente. Mas hoje funcionam os dois antigos com manutenção preventiva e corretiva, até chegarem os novos.
C24H– Vamos falar da valorização do servidor. O que já aconteceu? (Leia mais abaixo)
Filipe – O Ministério da Saúde classificou o HFM como referência em trauma, atendendo a todos os seus requisitos e pela complexidade do atendimento, colocando-o no nível III. Com isso a prefeitura instituiu a gratificação para os servidores, ficando os de nível superior com gratificação de R$ 1.100 a R$ 1.200 e os de nível médio ou fundamental com R$ 200. Outra conquista do servidor foi a alteração do regime trabalhista, passando de celetista para estatutários. Isso traz benefícios até à aposentadoria, com salário da ativa. E se o servidor tiver dois vínculos, pode aposentar levando esses dois. Tem ainda quinquênio e licença prêmio. E tem muitas outras conquistas...
C24H– Quais outras?
Filipe – Redução da carga horária do técnico e auxiliar de enfermagem, por exemplo, que era de 40h e agora de 12 por 60. E são justamente esses profissionais que fazem todo o procedimento direto com o paciente e precisam deste descansar. Também tem a gratificação para médicos emergencistas, de R$ 5 mil para a semana e R$ 6 mil para o final de semana.
C24H– Em cima de todo planejamento que o senhor faz, tem algum diagnóstico do que ainda precisa ser feito?
Filipe – Claro, há necessidade de padronização dos medicamentos utilizados dentro da estrutura da FMS. E quem está vendo isso é uma comissão, formada por médicos, farmacêuticos e enfermeiros, como forma de atender as patologias que se apresentam nas unidades. Há também necessidade de criar comissão para padronizar protocolos e atendimentos na FMS, porque não basta dizer ao atendente que o paciente tem que ser bem tratado, porque ele já sabe disso, tem que se instituir um protocolo a ser seguido. Neste caso a comissão será formada por médicos, profissionais de RH e cordenação administrativa do hospital. E a grande novidade é a necessidade de uma nova unidade pré-hospitalar em Ururaí. (Leia mais abaixo)
C24H– Que unidade é essa?
Filipe – Já está sendo feito um estudo técnico no local para, em seguida, se elaborado o projeto para licitação. O governo detectou a necessidade da nova UPH, pela demanda existente. E assim será feito. _________________________________ Postado por Fabiano Venancio