O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é alvo de buscas nesta terça-feira (9) em uma operação da Polícia Civil do RJ dentro da investigação da morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em 26 de fevereiro, no Centro do Rio de Janeiro. Três homens já foram presos desde então, mas ainda não se tem informações sobre os executores, os mandantes e a motivação.
Equipes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) saíram para cumprir mandados de busca e apreensão contra 10 pessoas. Uma delas é Adilsinho. Não há mandados de prisão, mas 1 PM acabou preso em flagrante. (Leia mais abaixo)
Quatro PMs também são alvo nesta terça-feira: 2 são do 15º BPM (Duque de Caxias), 1 é do 39º BPM (Belford Roxo), e 1 está cedido para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Até a última atualização desta reportagem, não se sabia se um desses 4 PMs era o preso em flagrante.
Nos 21 endereços, policiais apreenderam armas, munição, celulares e dinheiro.
Segundo a DHC, o grupo que praticou o homicídio é capitaneado por Adilsinho e atua na exploração de jogos ilegais e no comércio ilegal de cigarros, tendo como base Duque de Caxias.
Até a última atualização desta reportagem, a polícia não tinha esclarecido se Adilsinho tem alguma ligação com a morte de Rodrigo. Procurada, a defesa de Adilsinho não se manifestou.
Os presos até agora Cezar Daniel Mondego de Souza: apontado como responsável por monitorar a vítima. Tinha cargo comissionado com salário de até R$ 6 mil na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). (Leia mais abaixo)
Eduardo Sobreira Moreira: também é suspeito de vigiar os passos da vítima até a execução.
Leandro Machado da Silva: policial militar que, segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime. É apontado como segurança de Vinícius Drumond, filho do contraventor Luizinho Drumond.
Segundo as investigações, os três se encontraram antes e depois do crime nos arredores do 15º BPM.
Quem é Adilsinho Adilsinho é apontado em investigações como um dos principais responsáveis pela máfia do monopólio dos cigarros ilegais do Rio. Mas seu nome também é associado ao jogo do bicho e à escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Ainda foi dono do time de futebol Clube Atlético Barra da Tijuca e deu uma festa de luxo no Copacabana Palace.
A TV Globo apurou que Adilsinho expandiu os negócios do bicho tomando áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital, que eram controladas pelo bicheiro Bernardo Bello, que está foragido e teria perdido força no cenário. (Leia mais abaixo)
No mundo da contravenção, Adilsinho defende a criação de uma "nova cúpula" do jogo do bicho. Assim como os antigos bicheiros, arrumou uma escola de samba para chamar de sua. No mês passado, ele assumiu a presidência de honra do Salgueiro.
Fonte: G1