Julgamento de ex-PMs por homicídios é adiado

Parentes das vítimas clamam por Justiça durante passeata após transferência do julgamento


quarta-feira, 20 de agosto  de 2014    -    Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas manifestação adiamento julgamento 3manifestação adiamento julgamento 1manifestação adiamento julgamento 2 Foi adiado pela terceira vez o julgamento de ex-policiais militares acusados de homicídios em Campos. Eles iriam ser julgados que  nesta quarta-feira (20), no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos. Clamando por justiça, um grupo de parentes das vítimas saíram em passeata da Praça São Salvador até o fórum. Segundo a promotora de acusação, Dra. Kênia Alves, a defesa usou o artifício da Exceção de Suspensão, afirmando que a juíza responsável pelo julgamento estaria sob suspeita em outro processo. "Isso é um artifício para mais uma vez adiar o julgamento. Eles dizem que a juíza responsável é suspeita, porém é um outro processo, com outros réus, o que não a invalidaria para esse. Isso é um recurso e eles podem usar", afirmou a promotora. O caso Na acusação, o Ministério Público diz que os ex-PMs Bacellar e Mayerhofer fizeram os disparos que mataram as vítimas. Segundo o MP, o terceiro e quarto PMs contribuíram para a prática do crime. Já o quinto policial também teria contribuído para que as vítimas caíssem numa emboscada. Na ação penal, o Ministério Público destaca que os ex-policiais participaram de em um triplo homicídio que aconteceu em Campos, no ano de 2010. Três homens foram mortos dentro de um carro, na Avenida Alberto Torres, no Parque Leopoldina. Na época, seis policiais foram presos, porém, três deles foram julgados e absolvidos. Os ex-PMs estão presos desde o dia 2 de dezembro de 2011. Relembre o caso As vítimas foram: Sandro Rogério Gomes, 28 anos; Carlos Augusto Ribeiro Rocha, 27; e Michael Barcelos Pereira Cabral, 26. O caso ocorreu em setembro de 2010, na Avenida Alberto Torres, no Parque Leopoldina. O Ministério Público Estadual (MPE) chegou a requerer que o crime fosse julgado em outra Comarca, mas a juíza do caso indeferiu o pedido, levando a defesa a recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ). No ano passado, diante da suspensão do julgamento, familiares das vítimas resolveram clamar por justiça, fazendo uma passeata na Avenida 15 de N0vembro, em direção ao Centro de Campos. Trecho da decisão da juíza para manter julgamento em Campos: A decisão combatida agendou para 13 de novembro de 2013, sendo certo que os jurados da Comarca de Campos dos Goytacazes não possuem a necessária imparcialidade para julgamento de tão grave crime. Tendo em vista que o réu - Leonardo D’Oliveira Mayerhoffer - é policial militar e possui envolvimentos em grupos de extermínios no município”.    



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