sábado, 18 de outubro de 2014 - Foto: Saulo Garcez e Filipe Lemos / Campos 24 Horas

Três dos cinco suspeitos de envolvimento no caso “Meninas de Guarus”, uma suposta rede de prostituição de menores, que tiveram prisão decretada pela Justiça, foram transferidos neste sábado(18), da Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Campos, para unidades prisionais do Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro. A informação é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Cinco presos
A polícia cumpriu mandados de prisão na manhã desta sexta-feira (17) contra seis suspeitos de envolvimento com uma suposta rede de prostituição em Campos, caso que ficou conhecido como "Meninas de Guarus". Os mandados foram cumpridos por agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Os mandados foram cumpridos após o Ministério Público(MP-RJ) ter oferecido denúncia contra diversas pessoas acusadas de exploração sexual infantil.
As prisões preventivas foram decretadas por 30 dias pelo juiz Leonardo Cajueiro, de São João da Barra. Poderá haver a prorrogação do prazo de prisão por mais 30 dias.
O processo foi enviado para a comarca de São João da Barra em razão de 17 juízes de Campos terem se dado por impedidos.
Relembre
Em 2009, o caso “Meninas de Guarus” teve grande repercussão após a polícia descobrir um ponto de exploração sexual em Guarus, onde menores faziam programas. Na ocasião, o dono do imóvel foi preso. Duas meninas teriam sido mortas.
Uma audiência pública sobre o caso aconteceu no ano passado, na Câmara Municipal de Campos, presidida pelo o deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).