sábado, 21 de março de 2015 - Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas


A Polícia Civil apresentou na tarde deste sábado (21) o jovem identificado como Eduardo Júnior da Conceição Manhães, de 19 anos, mais conhecido como Pimpolho, que é acusado de participar da morte do advogado Paulo César Pereira Fernandes, o Paulo Preto, durante um assalto na Avenida 28 de março, no dia 19 de dezembro de 2013, em Campos. Na ocasião, ele era menor.
'Pimpolho foi preso neste sábado como acusado de outros crimes cometidos já maior de idade. De acordo com o delegado adjunto da 146ª DP/Guarus, Pedro Emílio, o acusado foi preso nesta manhã na Rua '15' do Conjunto Habitacional do bairro Novo Jockey. Durante um patrulhamento de rotina, policiais militares o encontraram e encaminharam até a 134ª DP/Centro. Após consultas, foi constatado que ele era foragido da Justiça.
"Eduardo é acusado e foi detido quando menor pelo crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte, contra um advogado. Além disso, ele quando menor já possuía diversas passagens por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e roubos. O mandado de prisão que há contra ele é por um roubo que cometeu em uma residência em agosto de 2014. Também já o identificamos em outro caso, um roubo ocorrido na semana passada na rua Major Euclides, no Flamboyant. As vítimas informaram que dois jovens em uma moto Honda CG de cor preta, anunciaram o assalto, ameaçaram as vítimas de morte e levaram dois cordões, uma pulseira e um relógio", declarou o delegado.
Pedro Emílio ressalta para quem reconhecer Eduardo, deve dirigir à delegacia.
A morte do advogado Paulo Preto(relembre)Após a prisão de quatro acusados, a polícia considera elucidado o crime do qual foi vítima o advogado Paulo César Pereira Fernandes, conhecido como Paulo Preto. Todavia, os acusados não confessaram o crime. Com isso, a polícia continua fazendo diligências no sentido de encontrar as principais provas, a arma e a moto usadas no crime, o que pode derrubar a tese de negativa de autoria do advogado de defesa dos acusados.O advogado Paulo César Pereira Fernandes foi assassinado no dia 19 de dezembro do ano passado, durante um suposto assalto na Avenida 28 de Março, na área central de Campos. Dois homens em uma moto roubaram um cordão de ouro do advogado que estava ao volante de seu carro. Ocorre que, o advogado teria arrancado com o carro antes que sua pulseira de ouro também fosse roubada, o que provocou reação dos bandidos. Eles atiraram duas vezes, sendo que um dos tiros atingiu as costas do advogado.Para o delegado titular na 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel(foto), o fato dos acusados não terem confessado o crime é normal. “O fato deles negarem é normal. A maioria nega. Estamos trabalhando agora no sentido de localizar a arma e a moto usadas no crime”, disse o delegado.Relembre o caso
O delegado titular da 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, apresentou durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira(27) mais três suspeitos da morte do advogado Paulo César Pereira Fernandes, o Paulo Preto. São eles: Wanderson Vieira Silva, conhecido como “Papudo”, de 24 anos, Joseph Starlen Cabral, o “Shrek”, de 19 anos, e um menor de 17 anos. Todos moram no bairro do Jóquei e negam ter praticado o crime.
O advogado foi assassinado com um tiro nas costas durante um assalto no último dia 19, na Avenida 28 de Março, na área central da cidade. Os três suspeitos se apresentaram em companhia de um advogado no início da tarde desta sexta-feira(27). Como estão com prisão preventiva decretada, os dois maiores foram levados para a Cadeia Pública e o menor para uma instituição.
O delegado Geraldo Rangel disse que a prioridade agora é encontrar a moto a arma utilizadas no crime. “Como eles viram que o cerco estava apertando e que iríamos prendê-los, acabaram se entregando. O fato deles negarem é normal. A maioria nega. Estamos trabalhando agora no sentido de localizar a arma e a moto usadas no crime.
Se condenados, poderão pegar de 20 a 30 anos de prisão, pois serão indiciados por latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte”, disse.
Um suspeito foi detido no início da semana
Na véspera do Natal, um suspeito de participar do caso foi apresentado à imprensa: Deilton Modesto da Silva, de 20 anos(foto), residente no Parque Aeroporto, em Guarus. Ele teria comprado o cordão de ouro que foi roubado do advogado.
Segundo ainda o delegado Geraldo Rangel, os demais suspeitos Wanderson Vieira Silva, conhecido como “Papudo”, de 24 anos, e Joseph Starlen Cabral, o “Shrek”, de 19 anos, e um menor de 17 anos, tiveram a seguinte participação no crime: o primeiro seria o condutor da moto e o segundo foi quem teria dado o tiro que matou o advogado. E o menor emprestou a moto.