Ações de combate ao Aedes Aegypti são realizadas

Mais de 90% dos focos da dengue estão dentro das residências, por isso é fundamental a participação da população no combate aos criadouros


06/01/2016     15h20    |    Foto: Divulgação 8eca5033-337e-4bad-920a-55ccb34d3dc1 e095c369-4a0d-4de7-a98c-7fbd94125d1fe8d7fda7-cab8-4935-9eb6-aeb1550dc17dA Secretaria de Governo, em ação conjunta com o Centro de Controle de Zoonoses (CZZ), iniciou mais uma estratégia para reforçar o combate ao Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue. Supervisores de Áreas estão mobilizando suas comunidades para, junto com o governo, conscientizar toda a população da importância de cada cidadão buscar e eliminar de sua casa todo tipo de recipiente e material que possam acumular água e virar criadouro da dengue. A mobilização foi iniciada nesta terça-feira (5), em Mata da Cruz, Santa Maria e Santo Eduardo, na Região Norte de Campos. Nesta quarta (6), equipe da Segov e do CCZ se reúne com moradores da Baixada Campista, às 17h Venda Nova; 18h em Marrecas e, às 19h, em Baixa Grande. O subsecretário Adjunto, Alcimar Ferreira, explicou que, como mais de 90% dos focos da dengue estão dentro das residências, é fundamental a participação da população no combate aos criadouros, especialmente no verão, período de oscilação de dias de chuva e sol, propício à reprodução do vetor (mosquito transmissor). A bióloga do CCZ, Verônica Ribeiro, lembrou que a mutação do mosquito está agravando os quadros de dengue, inclusive comprometendo o fígado e a coluna. “O Aedes Aegypti está se adaptando e ficando mais resistente e o método mais eficaz de combater a dengue ainda é mesmo de 25 anos atrás: eliminar os criadouros, não deixar o mosquito proliferar”, falou. Na UBS de Mata da Cruz, a comunidade se diz vigilante. Na localidade, nenhum caso foi registrado. “Verifico meu quintal e não deixo latinhas, tampinhas e até as folhas das árvores que caem e ficam no chão viradas pra cima, podendo juntar água, eu tiro. Olho minha casa e ainda falo com meu vizinhos. A comunidade tem estado alerta, tanto que não temos a doença aqui”, contou Edna Pereira Barreto, que participou da reunião com o netinho Wiliam, de 5 meses. Dona Ecila Arêas, de 78 anos, não gosta de encher os pratos dos vasos de plantas com areia, mas ficou sabendo que a água sanitária é um produto volátil (evapora rapidamente). “Se não quiser colocar areia, é preciso lavar os pratos, retirando possíveis ovos do mosquito, de dois em dois dias, para maior segurança, porque as larvas viram mosquito em cinco dias”, contou a bióloga. Na Escola Municipal Santa Maria, os moradores se mostraram preocupados, com a incidência da doença na localidade. A comunidade se prontificou a acompanhar o CCZ em vistorias nas suas ruas, convidando os vizinhos a participarem das vistorias de suas casas, para que a adesão ao combate seja geral. “Vi, na TV, o caso de uma mulher que teve dengue e precisou de um transplante de fígado. Muita gente daqui já teve dengue e estamos preocupados, porque cuidamos do nosso quintal, da nossa casa, mas não sabemos se os outros estão cuidando também. Acho importante os moradores participarem dessas ações”, disse Vânia Cardoso. Santo Eduardo – A equipe ainda visitou o Hospital de Santo Eduardo, onde, conforme o encarregado Jorge Nogueira, o Serviço Social orienta todos os pacientes sobre a questão da dengue. Presidente da Associação de Moradores do distrito, Maria dos Anjos Eduardo ajudará a mobilizar a comunidade para o combate à dengue.



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