quinta-feira, 26 de março de 2015 - Foto: Divulgação

O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (25) uma série de reuniões com o Banco Mundial e os estados de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais para integrar programas de microbacias e de mitigação de problemas decorrentes de eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, na Região Sudeste. A intenção é elaborar um conjunto de medidas preventivas articuladas e um plano de ação integrado para responder a esses eventos.
Relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado na semana passada, cita o programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura e Pecuária, como referência mundial na gestão dos recursos hídricos, com destaque para as medidas de proteção de nascentes. O programa reúne uma série de ações preventivas no âmbito agrícola para uso sustentável dos recursos naturais como forma de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. A iniciativa prevê financiamento de US$ 140 milhões pelo Banco Mundial, entre 2008 e 2018, com igual contrapartida do Governo do Rio.
“ O Rio de Janeiro é o único estado que faz fronteira com os outros três, por isso, partiu de nós a iniciativa para integrarmos as ações de proteção das microbacias hidrográficas e de desenvolvimento da área agrícola do Sudeste. O Banco Mundial tem estudos, experiência e recursos necessários para liderar essa integração de forma que os técnicos agrícolas saibam como transmitir informações ao produtor para que ele possa se proteger em caso de desastre ambiental ou proteger sua produção”, afirmou o secretário de Agricultura, Christino Áureo.
Estratégias vão ser elaboradas
A especialista em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, Fátima Amazonas, apresentou o programa de Monitoramento das Secas que integra nove estados do Nordeste. A partir da análise de dados de satélite, foi elaborado um plano de ação para responder aos problemas causados pela seca na região. O Banco também financia programas de proteção de microbacias hidrográficas.
“Vamos discutir a melhor estratégia para criação de uma política e um plano de mitigação e prevenção de riscos, e montagem de sistemas de alerta e radares para a que possamos preparar respostas para os eventos extremos que têm ocorrido na região”, disse Fátima.