Acidentes domésticos envolvendo crianças podem ser evitados

CADA ANO SÃO REGISTRADAS 6 MIL MORTES E MAIS DE 140 MIL INTERNAÇÕES NA REDE PÚBLICA DE CRIANÇAS ABAIXO DE 14 ANOS


03/01/2016   07h30   |   Foto: Campos 24 Horas Queimadura_Crian+ºas (1)Dante_reproducao_Jornal_O_Diario

Com a chegada do verão aumentam os casos de acidentes envolvendo crianças. No novo Pronto Socorro Pediátrico do Hospital Ferreira Machado (HFM) são atendidas mais nove mil crianças por ano e muitas dão entrada, neste período, vítimas de insolação, gastroenterite ou afogamento. (Leia mais abaixo)

O médico pediatra, Pedro Ernesto, que tem mais 20 anos atendendo na emergência do HFM, garante que no verão a incidência de acidentes domésticos é muito grande. “É claro que é importante que as crianças estejam hidratadas, protegidas da incidência do sol e evitem banhos de rio, mas em casa também podem ocorrer afogamentos, queimaduras graves e traumas”, disse.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), cada ano são registradas 6 mil mortes e mais de 140 mil internações na rede pública de crianças abaixo de 14 anos, vítimas de acidentes domésticos. Ainda segundo o MS as pessoas podem adotar medidas, algumas muito simples, para evitar que esses acidentes aconteçam e causem danos graves às crianças.

“Os pais se descuidam e acendem churrasqueiras com álcool perto de crianças e elas podem ser atingidas, assim como, colocam panelas no fogo com cabos que podem ser alcançados por elas e muitos outros hábitos, que se evitados reduzem o risco de acidentes”, afirmou Pedro Ernesto que sugeriu ainda que, o 1° atendimento deve ser feito na unidade de saúde mais próxima e depois, de acordo com a gravidade, encaminhado para a emergência clínica do Hospital Geral de Guarus ou para o Pronto Socorro Pediátrico do HFM.

Este foi o caso do pequeno Miguel, de 2 anos, que ficou internado por mais de 30 dias na Pediatria do hospital, com lesões provocadas por queimaduras no tórax, pernas e braços. “O pai dele estava fritando peixe e quando virou para pegar outra coisa, ele puxou a panela”, conta a mãe, Rosilane Barbosa, 32 anos.

De acordo com o diretor geral do HFM, o médico Dante Pinto Lucas, o número de casos de queimaduras graves em crianças dobrou. “De janeiro a novembro registramos 14 casos de crianças queimadas com gravidade, sendo que, 72% desses casos foram oriundos de acidentes domésticos. Isso vem nos preocupando muito e já estamos num trabalho em conjunto com nossas equipes, que objetiva conscientizar as mães das crianças internadas sobre os cuidados necessários para evitar acidentes assim”, enfatizou. (Leia mais abaixo)



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