
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), José Luiz Lobo Escocard, destaca que o reajuste do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) é classificado como "um absurdo", considerando a situação econômica, que não só afeta os órgãos públicos, mas também toda a população campista. “Até fomos convidados para discutirmos o assunto, mas as nossas reivindicações não foram atendidas” ressaltou o presidente.
- A nossa preocupação é promover o desenvolvimento econômico e não aprovar o aumento da carga tributária das empresas, que precisam continuar gerando emprego. O dinheiro não esta circulando em Campos, o desemprego cresceu só neste ano de 2017 foram mais de 3 mil desempregos, sem contar que o Governo do Estado não vem pagando com regularidade os salários dos servidores. Assim como a própria Prefeitura de Campos está encontrando dificuldades para manter as contas em dia, inclusive, dos próprios servidores que recebem por RPA. Até compreendemos que a administração municipal precisa aumentar o fluxo de arrecadação e que até existe imóveis com o valor do IPTU desatualizado. Mas, o momento é de cautela para todos. Não se pode corrigir os tributos, se não existe perspectiva de correção para os trabalhadores - comentou José Luiz.
A Prefeitura explica que a correção do IPTU para 2018 será de 19% e a expectativa é aumentar a arrecadação para R$ 55 milhões. Pela tabela elaborada pela administração municipal, a primeira zona fiscal tem oito bairros, sendo que ao Centro foi atribuído o valor de R$ 2,12, ao Parque Maria Queiroz R$ 3,04 e o maior valor será de R$ 4,26 para o Parque Avenida Pelinca.
O menor valor fiscal será aplicado na Vila Maracanã, em Gurus. A Prefeitura destaca que 63% das localidades foram preservadas, entre elas, o Parque Cidade de Luz, Travessão, Baixa Grande, Santa Rosa e Parque Eldorado, entre outros. A Prefeitura informa, ainda, que o limite para concessão da isenção foi ampliado de R$ 10 mil para R$ 36 mil, o valor venal do imóvel.