Acervo do Monitor Campista terá tratamento técnico

O projeto será coordenado pelo gerente do Arquivo Público Municipal, Carlos Freitas


02/02/2016   08h23   |   Foto: Supcom acervoA presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro, esteve reunida na tarde desta segunda-feira (1º) com o diretor da Câmara Municipal, Wilson Heidenfelder; e o presidente da Associação de Imprensa Campista, Vitor Menezes, para a criação de uma comissão para acompanhar e deliberar o processo de restauração do acervo do Jornal Monitor Campista. O superintendente de Igualdade Racial, Jorge Luiz dos Santos, também participou do encontro. O projeto será coordenado pelo gerente do Arquivo Público Municipal, Carlos Freitas. - Estamos unidos para a recuperação da memória por meio do Monitor Campista, tendo em vista sua importância para a construção da história da cidade. Com a digitação, estaremos democratizando o acesso aos documentos e possibilitando que as novas gerações tenham informação e conheçam o processo de crescimento da região - destaca Patrícia Cordeiro. O primeiro documento a ser tratado pela equipe técnica será um exemplar de 1834. Segundo Freitas, o tratamento terá várias fases, como higienização mecânica de todos os volumes, identificação e ordenamento cronológico e identificação em planilha, baseada nas normas preconizadas pelo Conselho Internacional de Arquivos. - Durante este processo, serão identificados os principais danos no acervo, para procedimentos de conservação preventiva/restauração. Após o tratamento técnico, o acervo será acondicionado em local específico e só aí, disponibilizado para pesquisa. Todo o acervo passa por vistorias periódicas nos depósitos - informa o gerente do Arquivo Público Municipal. Em outubro do ano passado foi firmado entre a Prefeitura de Campos e a Câmara Municipal, um termo de cooperação técnica para tratamento do acervo, que passará por tratamento técnico. “A integração entre a sociedade civil e o poder público vai ser muito importante para a preservação da história”, afirma o diretor da Câmara, Wilson Heidenfelder. O Monitor Campista é o terceiro mais antigo jornal do Brasil (fundado em 1834). No acervo há reportagens até 2009 sobre eventos com escravos, sobre a elevação para a categoria de cidade de Campos dos Goytacazes, além de fatos históricos do estado do Rio, do Brasil e do mundo. O presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes, destaca a importância do jornal para história da cidade. “Desde sempre nossa intenção era fazer o jornal circular. Existe o crime de terem fechado o Monitor, é um dano histórico que essa geração vai sofrer”, declara Vitor.



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