O grau de abstenção no segundo turno em Campos alcançou 30,37%, ou seja, 109.516 campistas deixaram de comparecer às seções eleitorais para votar. Foram registrados ainda 5.419 (2,16%) votos em branco e 14.423 (5,74%) votos nulos. No total, 129.358 campistas não votaram nem em Caio, nem em Wladimir.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, avaliou que é “melhor ter uma abstenção alta do que não ter eleição”. (Leia mais abaixo)
Segundo o magistrado, quando uma eleição é realizada, significa que a Constituição está sendo cumprida. “Compatibilizando saúde e segurança com democracia, o resultado foi ótimo”, assegurou Oliveira. Acrescentou que a abstenção costuma sempre ser mais alta no segundo turno.
Dos cinco vencedores no segundo turno no estado, dois não foram considerados eleitos porque enfrentam problemas na Justiça Eleitoral. Os recursos apresentados por Wladimir Garotinho, da coligação Um Governo de Verdade, e Rubens Bomtempo, da coligação Unidos por Petrópolis - Trabalho, Experiência e Esperança, eleitos respectivamente em Campos dos Goytacazes e Petrópolis foram encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve se pronunciar a respeito em curto espaço de tempo, informou o desembargador.
A diplomação dos prefeitos eleitos está prevista para o dia 18 de dezembro. Os dois candidatos mais votados em Campos dos Goytacazes e Petrópolis não podem ser proclamados eleitos até o julgamento do recurso pelo TSE.
No município do Rio de Janeiro, o prefeito eleito foi Eduardo Paes (DEM). Em São Gonçalo, o eleito foi Capitão Nelson, da coligação Avança São Gonçalo, e, em São João de Meriti, venceu Dr. João, da coligação Pra Fazer mais por São João de Meriti.
Barroso diz que abstenção de eleitores foi maior que o desejável O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse neste domingo (29) que a abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais foi maior que o desejável pela Justiça Eleitoral. Durante a apresentação do balanço das eleições, Barroso afirmou que a pandemia da covid-19 fez com que parte do eleitorado deixasse de comparecer às urnas por medo de contaminação pelo novo coronavírus. (Leia mais abaixo)
Com 100% das seções eleitorais apuradas, a abstenção dos eleitores foi de 29,50%, equivalente a 11,1 milhões de pessoas. Nas eleições de 2018, 2016 e 2014, o índice de eleitores faltosos ficou em torno de 21%.
Na avaliação do presidente, embora a abstenção tenha sido maior que o desejado, a realização das eleições em meio à pandemia, com a participação de 70,50% dos eleitores, merece ser celebrada.
“É um número maior do que nós desejaríamos, mas é preciso ter em conta que nós realizamos eleições em meio à uma pandemia, que já consumiu 170 mil vidas, e que muitas pessoas, com o compreensível temor de comparecem às urnas, deixaram de votar. Muitas por estarem com a doença, muitos por estarem com sintomas e muitas por estarem com medo”, afirmou.
De acordo com o balanço final das eleições, houve 3,89% (1 milhão) de votos brancos e 8.81% (2,3 milhões) de votos nulos.
Redação com Agência Brasil (Leia mais abaixo)