Abacaxi da Região Norte Fluminense busca reconhecimento de Indicação Geográfica

Projeto, desenvolvido pela Uenf, tem o apoio da Prefeitura por meio Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca e foi tema de reunião nesta sexta-feira


  • 13/04/2024, 08h40, Foto: Paulo César Santos/Ascom.

O Brasil tem atualmente 113 Indicações Geográficas (IG), que é o registro conferido a produtos ou serviços característicos do seu local de origem, com identidade própria. Em busca desse reconhecimento para o abacaxi da Região Norte Fluminense, da espécie Denominação de Origem, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), foi realizada, nesta sexta-feira (12), no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a V Reunião Ordinária do Comitê Gestor da Identificação Geográfica (IG).

O projeto, que busca o reconhecimento da IG para o abacaxi, tem a coordenação da professora Janie Mendes Jasmim, do Laboratório de Fitotecnia do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (LFIT/CCTA) da Uenf. (Leia mais abaixo)

Participaram da reunião o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca, Paulo César Santos; o presidente do Sindicato Rural de Campos, Bartolomeu dos Santos Júnior; e representantes do Sebrae e da Emater-Rio, além de produtores rurais dos municípios que concentram a produção regional de abacaxi, que são Campos, São Francisco de Itabapoana (SFI), São João da Barra (SJB) e Quissamã.

Durante o encontro, houve o lançamento da logomarca do produto, que será a identidade visual da IG. Segundo Paulo César, o registro traz benefícios não só para o produtor, mas para a economia local, gerando empregos e desenvolvimento rural. Já professora Janie explicou que, em 2022, o projeto foi submetido à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), tendo conseguido o termo de outorga e a liberação do recurso em 2023.

“A partir daí começamos a organizar as reuniões, porque são várias etapas andando paralelamente. É importante destacar que o reconhecimento para o abacaxi da Região Norte Fluminense é da espécie Denominação de Origem, pois envolve a região onde ele é produzido, o clima, solo e as características do fruto”, afirmou a professora, ressaltando que outras reuniões serão realizadas até a finalização do projeto, prevista para junho de 2025.

Presente à reunião, a produtora Vanúzia Guimarães Rangel, 52 anos, planta abacaxi na divisa entre Campos e São Francisco. “Ela agradeceu o apoio da secretaria de Agricultura e da professora da Uenf. Esse selo de qualidade será bom para todos da nossa região. Enquanto vocês nos ajudam, a gente continua trabalhando para produzir produtos de qualidade. Quem gosta de plantar, não importa quanto vai ganhar, vai plantar e colher”.



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