A virada de página na Educação de Campos: Entrevista com Marcelo Feres

Secretário de Educação detalha o planejamento dos quatro anos do governo Wladimir, como Campos já caminha no acesso à tecnologia, o desafio de subir o Ideb e a Educação inclusiva


  • 28/08/2022, 09h33, Foto: Campos 24 Horas.

Apesar de jovem, o professor Marcelo Feres já acumula larga vivência como gestor no ensino com experiência inclusive no governo federal, onde foi secretário de Educação Profissional e Tecnológica no Ministério da Educação. Ao assumir a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Campos, o educador se comprometeu e lançou-se a um desafio. “Vamos fazer a grande virada na educação. Nossa meta é colocar Campos no primeiro bloco, ou seja, na primeira metade, entre os 92 municípios do Estado. Campos nunca esteve no primeiro bloco, estávamos sempre na posição 75, chegamos até a posição 90, e por último ficamos sem o Ideb”, explicou. Em entrevista exclusiva esta semana ao programa Radar 24 Horas, apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas, Feres detalha como implantou o planejamento dos quatro anos de governo na área da educação com o Programa de Aprendizado Eficiente, sobre o qual se ancoram os desafios que se impôs ao assumir a secretaria num município sem nota no Ideb, herança do governo passado, além das dificuldades em meio a uma pandemia e a decisão de implantação de políticas de educação inclusiva para as crianças com necessidades especiais, assim como a inserção da tecnologia na nova realidade educacional do município.  Leia a entrevista completa abaixo:    

IMPACTOS DA PANDEMIA - Para Marcelo Feres, a superação dos impactos da pandemia da Covid 19 é coisa do passado, mas lembra o período de dificuldades e as perdas. “Posso dizer que março foi o grande teste deste ano de 2022 para toda nossa educação municipal, do ponto vista do papel de diretores e professores, já que em março ano passado quando começamos ano letivo 2021 não tínhamos nada na educação ficou completamente paralisada pelos efeitos da pandemia. Na prática apenas seis meses 2020 foram executados. Então tivemos o desafio de executar metade de 2020 e o ano de 2021”. (Leia mais abaixo)

MUITO DIFICIL - Tivemos um início de muitas dificuldades com problemas de estrutura e de estratégia. Pensamos em como retomar a aprendizagem município com a paralisação, tínhamos professores sem receber regência de classe porque não estavam na sala de aula, entre outros problemas. Faltava esperança, acima de tudo, e falou com certa emoção, porque não dá pra fazer educação sem ter esperança que de que é possível transformar. Esse foi o início que felizmente já ficou pra trás, mas foi bem difícil.  

TERRA ARRASADA - Foram mais de 80 unidades escolares da rede pública municipal haviam sido arrombadas e destruídas com mobiliários perdidos, como janelas e fiações elétricas. Realmente foi um recomeço, situação que alguns chamam de terra arrasada, mas esta foi a realidade.

RECONHECIMENTO - Mas a gente precisa dar valor a quem tem, como os diretores, professores, profissionais da educação como pedagogos, auxiliares de secretaria e de creche. Pessoas que estão na luta há muito tempo e não perderam esperança.

PERDAS - Então, assim que assumimos começamos trabalhar com a tecnologia por meio de reuniões online. Não tínhamos ainda a vacina, veio o agravamento no início de 2022, com a nova cepa do vírus que levou a muitas perdas de vida. No Brasil chegamos a perder 4 mil pessoas por dia, aqui perdemos professores, embora as escolas ficassem fechadas na maior parte e professores ficaram preservados podendo trabalhar remotamente naquilo que era possível.  

AVANÇOS - Mas começamos a resgatar assim que chegou a vacina, no final do primeiro semestre, um período um tanto conturbado porque não havia motorização legal para a vacinação de profissionais, quando iniciamos o trabalho e depois foi interrompido. Então, saímos daquela situação e entramos no ensino hibrido no segundo semestre, com parte das crianças indo para escola, outra parte ficando em casa. Ainda com dificuldades, mas já saindo da estaca zero, conseguimos avançar ainda já com a vacina. Chegamos a mais de 75 escolas durante segundo semestre 2021, que já serviu para começar esquentar turbinas, mas estava muito distante das necessidades porque foi ano muito planejamento quando construímos um programa por quatro anos, de 2021 a 2024.   (Leia mais abaixo)

SEM IDEB - Assim como fizemos como o Pronatec quando estávamos no Ministério da Educação, estabelecemos um programa para quatro anos de 2021/2024. Quando aceitei desafio convite prefeito Wladimir Garotinho já tínhamos informações. Era sabedor que estávamos diante de uma pandemia e que Campos estava sem o Ideb. Duas informações não eram novidades. Um ano e meio depois estamos dentro das metas estabelecidas a partir de um decreto publicado no início de fevereiro de 2021, o que nos dá um norte aos profissionais da educação que sabem o que é prioridade. O que nos ajuda a caminhar para uma direção única. E percebo hoje uma realidade bem diferente, com a valorização do profissional começando a chegar. E o mais importante: a esperança começa ser resgatada.

MEDIDAS – Assumimos com um modelo bem precário e um nível de cobrança muito alto. Sabíamos que não era possível avançar em educação sem restabelecer tudo o que era necessário. Fizemos um processo seletivo para contratação de novos professores, passando pela reforma e a manutenção de escolas, com novos mobiliários e carteiras. A reforma de uma casa precisa acontecer de tempos em tempos, mas é muito complicado numa escola onde há uma circulação intensa de crianças com 300, 400, 500 alunos, quando fica 10 anos sem uma reforma. Quando tem boa manutenção você pode abrir mão da reforma, mas sem ela, em algum momento tem que ser reformada.

CAMPISTISMO - Marcelo Feres fala do orgulho em ser campista como parte do desafio em fazer história na educação em sua cidade com o compromisso de uma virada de página. “Tenho formação teórica, mas o exercício da prática e este compromisso da transformação dez parte minha decisão em assumir este desafio. De nada adianta minha formação acadêmica, com meu doutorado em educação, se eu ficar na academia apenas escrevendo artigos, fazendo pesquisa, se o problema real da minha cidade é o do resgate da educação. E eu sou de Campos, tenho orgulho de ser campista.

PRIORIDADE - Educação é prioridade absoluta neste governo. O prefeito Wladimir Garotinho é muito sensível ao apoio aos mais humildes, às crianças e famílias, um público que necessariamente está dentro destas unidades escolares e precisa de todo apoio desde alimentação e orientação familiar, passando por um processo de preparação para o futuro com a inserção das crianças num mundo em transformação e cada vez mais digital. Um mundo diferente este daqui a 10 anos onde a dimensão da tecnologia foi testada durante a pandemia com o trabalho não presencial e dificilmente irá retroceder.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Outro desafio foi a implantação de uma política de educação inclusiva para estudantes com necessidades especiais, com a contratação de 300 profissionais e criação do Centro Especial de Educação Inclusiva, que funcionará na Cidade da Criança. O diagnóstico precoce do autismo hoje implica em maior demanda deste público na rede pública. “Esse é um tema muito caro pra nós e temos que tratá-lo como muita responsabilidade. Como o prefeito tem nos orientado, mais importante velocidade é a direção. A gente não está andando com velocidade poderíamos se tivéssemos iniciado serie de com ações anos antes talvez tivéssemos avançado mais, mas não vamos olhar para trás, mas para a frente.   (Leia mais abaixo)

PRIMEIRO PASSO - A partir do momento em que tivemos como retomar atividades presenciais, a dimensão da preocupação com a dimensão educação inclusiva veio junto, algo previsto no planejamento do programa educação, composto conjunto de ações cujo primeiro passo foi criação de uma política municipal por meio de uma lei que nos dá uma garantia de planejamento com a contratação de profissionais para estarem nas escolas. Temos hoje a contratação de mediadores que passaram processo seletivo, mas são profissionais formados de nível superior, pedagogos, especializados em educação, que estão passando por um processo de capacitação, condição adequada para se fazer um acompanhamento para mediar a aprendizagem do estudante autista, que precisa de um apoio, porque não basta que o professor esteja ali à frente da turma orientando passando atividades. Se exige mais, especialmente na fase inicial.

EQUIPE CAPACITADA - Numa ocasião estive visitando algumas unidades escolares na Europa. Conversava com educadores na Suiça, onde falavam sobre o grande desafio que é o da dimensão da educação inclusiva mesmo nos países desenvolvidos. Então, não é uma situação rápida e simples de ser tratada, requer responsabilidade, mas temos profissional altamente capacitados. A nossa coordenadora nesta área tem doutorado, pós-doutorado e toda condição acadêmica para analisar e pôr em ação as boas práticas no Brasil e fora do Brasil.  

COMPARAÇÃO - Estamos falando de políticas públicas com a contratações de profissionais onde sequer havia previsão. No passado, havia contratações, mas de maneira bem simplificada, como RPA e outros em caráter temporário. Agora é diferente, nós estamos contratando profissionais por meio de um processo seletivo que ficarão pelo menos por dois anos com total dedicação e com melhor atendimento que ficava antes bastante comprometido em termos de aprendizado e apoio a crianças, estabelecendo uma forma diferente de aprender, que é a neurodiversidade, um perfil de estudante que precisa de um apoio especial.

DISCRIMINAÇÃO – Feres admite as dificuldades enfrentadas pelo aluno autista por conta da discriminação na sociedade. Estamos numa sociedade que rotula e estabelece falsos padrões. E quem está diferente deste padrão é considerado alguém que de alguma maneira não representa o mesmo membro da sociedade. Então, o papel da educação é refletir e procurar intervir sobre isso, criando uma política de educação inclusiva. As crianças que demandam este atendimento especializado precisam ter isso o quanto antes porque, do contrário, isso acaba se projetando um cidadão no futuro sem ter uma vida plena e autônoma, e ser um cidadão verdadeiramente.

CAMIMHADA LONGA - Estamos no início de uma caminhada, é uma longa jornada, que tem que ser na direção certa que passa por criar uma política de educação inclusiva, com a contratação de profissionais que vão ter estabilidade, direitos em seu trabalho, com cuidadores que darão suporte alimentar às crianças que não tem autonomia para se alimentar, profissionais inclusive com formação área de saúde que sabem lidar com cuidados como a higiene deles, quando vão ao banheiro, entre outros afazeres. É um atendimento adequado a 500 estudantes que demandam este tipo de atendimento, seja do mediador e do cuidador. (Leia mais abaixo)

CENTRO DE CONVIVÊNCIA – A previsão de reabertura da nova Cidade da Criança é para o segundo semestre. Estamos avançando por etapas. Vamos transformar aquele espaço num centro de referência e convivência da educação inclusiva, com condições de acessibilidade para crianças com deficiência visual ou física para que possam estar utilizando inclusive brinquedos acessíveis. Como uma criança cadeirante vai usar o parquinho? Já existem inclusive alguns brinquedos para estas crianças. Se o espaço não estiver devidamente adequado, como vai atrair a criança especial? Será mais do que isto um espaço adequado para a capacitação dos professores, inclusive com a participação da família.

FAMÍLIA NA ESCOLA - Vamos ter um espaço de uma oficina para que os próprios pais possam participar do processo de capacitação. Nós entendemos que a educação de Campos não será resgatada pra valer sem uma participação efetiva da família. Cada familiar precisa estar próximo e acompanhando seus filhos, e já temos para isto a criação do programa “Família na Escola”. Este é um compromisso nosso. A gente sempre terá desafios. Cada passo que a gente der, vamos enxergar uma nova jornada a ser percorrida.

MAIOR DEMANDA - A crise econômica tem feito aumentar a demanda na educação pública com a migração de alunos das escolas da rede particular. “Temos cerca de 55 mil alunos na rede municipal, com uma demanda crescente na rede que pode chegar a muito mais que isso por que estão chegando alunos de escolas particulares que a família, com a crise econômica, não tem como mantê-los nas unidades privadas e buscam a espaço na nossa rede pública.

EVASÃO PÓS PANDEMIA - Neste retorno das aulas presenciais, nossa maior preocupação foi com a evasão escolar após a pandemia, quando muitos alunos, pelo menos 1 mil estudantes, deixaram de frequentar a escola neste período. Neste esforço de diálogo numa busca ativa e diálogo com a família conseguimos resultados com o retorno deles após a pandemia.

IMPORTÂNCIA DA MERENDA - A questão da merenda escolar é importante para uma parcela muito significativa dosa estudantes, destacou Marcelo Feres. “É da maior importância na nossa rede pública porque contamos com uma merenda regular e de qualidade. Inclusive estamos estudando a possibilidade de, provavelmente no final do ano, criarmos uma ação especial com uma colônia de férias com atividades escolares lúdicas a fim de garantir a permanência destes estudantes para que a alimentação escolar possa chegar até eles mesmo neste período. (Leia mais abaixo)

NOVO CONCEITO - O secretário enfatizou como primeiro passo a mudança da nomenclatura para implantação de novos concento voltado para a educação articulada com a inovação tecnológica. “Temos que considerar como primeira iniciativa esta inovação que fizemos ao mudar o nome da pasta para Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia. E, aos poucos, a gente foi vendo que os nossos professores tiveram que se reinventar no ano passado, cada um a seu tempo, preparando conteúdos, elaborando aulas gravadas e projetadas de forma online, outros fazendo via watsap. Foi um trabalho maravilhoso e brilhante que eles fizeram. Não queríamos perder isso, e pegamos carona deste aprendizado dos professores, ao criarmos um projeto quando estabelecemos salas-estúdios e, neste momento, temos 12 salas com câmeras, microfones e iluminação, onde professores estão preparando aulas online e recebem como atividade extraordinária, com uma carga horária além da sala de aula padrão, o que é possível dentro da legislação. Desta forma estão produzindo conteúdos digitais, que vão para um portal para que os próprios professores e escolas possam tirar proveito desta produção de conteúdo.

INOVAÇÃO - Dentro desta nova realidade, outro fato importante é o uso de laboratórios de ciência, matemática, robóticas. Nós estamos trazendo tecnologia pra dentro da escola adaptada a realidade da nossa rede, já que não temos espaços de grandes laboratórios. Otimizando tudo isso, capacitamos mais de 3 mil professores só nessa parte de uso dos laboratórios. O retorno que temos obtido de avaliação diretores, dos professores de demais profissionais da educação é muito positivo. Isso é parte de um conjunto de ações com o emprego da tecnologia na educação. Temos a aquisição em curso, ainda não foi ainda concluído, um computador voltado para educação para cada professor nossa rede, estamos falando de um universo de 5 mil pessoas.

ADESÃO DOS DOCENTES - E o principal, eu tenho alguma experiência em tecnologia e educação. Houve período em que a gente entregava tecnologia, e o professor dizia não. Hoje é diferente. A gente não entregou e o professor já está pedindo: eu preciso do meio tecnológico para produzir melhor minha aula e aproveitar melhor o meu conteúdo. Pessoas que desejam usar tecnologia em prol da aprendizagem. Isso é um processo, não é num estalar de dedos. Em 2023 e 2024, vamos trabalhar mais para termos uma virada de página na capacitação em tecnologia.

MAIS DIGITAL - Temos parte boa deste segundo semestre neste processo de demanda por capacitação, que envolve os professores e demais profissionais, além dos próprios alunos. Porque o que vai acontecer com esses estudantes quando eles tiverem seus 18 a 25 anos? Será um mundo cada vez mais digital, fala-se até que esse emprego tradicional que demanda o trabalho físico não mais deixará de ter ali um algoritmo com a internet presente. O mercado de trabalho agora e do futuro assim exige. É esse nosso olhar para a educação. Temos que fazer agora aquilo que vai ter impacto daqui a 10 anos. Não é esperar o prazo de 10 anos chegar. Vamos fazer hoje.

MELHOR IDEB - Uma melhor posição de Campos no Ideb é outro compromisso enfatizado pelo secretário Marcelo Feres. “Este é um desafio e um compromisso que temos no Programa de Aprendizagem Eficiente. Estamos avaliando desde novembro apesar todas dificuldades para o próximo ciclo avaliativo. Em 2021 houve uma prova do Saeb, que é o que dá base para a avaliação do Ideb. Só que no ano passado, que não é referência de avaliação porque nós estamos falando de dois anos sem aula em nossa rede, como aconteceu no Brasil como um todo. Nós teremos uma avaliação em outubro de 2023. Reconheço que estamos trabalhando com muita dificuldade ainda a questão da recuperação da aprendizagem. E queremos agradecer muito aos diretores e professores que estão se superando para fazer com que os alunos que não subiram dois degraus da escada com o devido treinamento, comparando com os anos escolares. É o desafio que os nossos professores estão encarando, e estamos criando meios para reduzir dificuldades para mais conquistas com material didático, a melhoria do mobiliário, entre outros pontos, para avançarmos mais ainda.   (Leia mais abaixo)

NO PRIMEIRO BLOCO – E ainda quanto ao Ideb, a nossa meta é colocar Campos no primeiro bloco dos primeira metade, entre 92 municípios do Estado. Campos nunca esteve no primeiro bloco, ou seja, na primeira metade. Estávamos sempre na posição 75, chegamos até a posição 90, e por último ficamos sem o Ideb.  Agora o nosso objetivo é ficarmos em 2023, com resultado que sairá em 2024, ali abaixo de 50. Sonhamos estar entre os melhores, mas a gente temos uma longa caminhada e vamos avançar muito para chegarmos até lá.

REFORMA DO ENSINO – O secretário fez ainda uma avaliação sobre a reforma do ensino médio. “Como tudo há sempre um lado positivo e negativo. E como sou um otimista entendo que a reforma trouxe um significado. O aspecto negativo é que, se não houver um suporte, o professor continuará trabalhando do jeito anterior, dizendo que está trabalhando de um jeito novo. É preciso muito cuidado, sob pena de não termos uma mudança efetiva de método de trabalho. Por outro lado, a questão base nacional comum curricular abre muitas portas, dá significado aluno chega no ensino médio quando ele começa olhar para a vertente que ele gosta mais, pode ter oportunidade de aprofundar nas áreas com as quais mais se identifica.    

TEORIA E PRÁTICA - Vejo um diferencial na reforma que é pensar num projeto de vida do estudante. A escola dialoga com o projeto de vida, não é aquela coisa isolada.  É o estudando poder estar estudando tendo a vivência prática. Além disso deve-se ressaltar a questão da dimensão profissional. É possível fazer o ensino médio articulado com a educação profissional que é a parte que eu mais pude contribuir devido à minha especialização nesta área, o que permite ao estudante aprender estudando com a vivência prática. A dimensão prática é que dá significado ao nosso aprendizado. Pouco adianta você estudar se não colocar a mão na massa. Não existe a teoria sem a prática. Se não vai ser mera repetição.   

ECONOMIA CRIATIVA – O Programa Municipal de Economia Criativa com a criação de 20 bolsas a R$ 1.100,00 com prazo de inscrições até o dia 31 foi destacado também pelo professor e secretário Marcelo Feres. “Esse é mais um avanço e eu aqui quero chamar atenção quando fazemos políticas públicas com seriedade. Um dos problemas que temos na educação no Brasil como um todo é esta nossa forma de interrupção de políticas públicas. A educação em Campos, a meu ver, não avançou muito porque temos interrupção, aí você começar tudo do zero. Esse é um grande problema. Nós temos que dar sequência às políticas. Na educação, na área de ciência e tecnologia, nós aproveitamos tudo o que estava dando certo na gestão anterior nesta parte, e procuramos aperfeiçoar. Este é um caso. Temos agora é um edital que vai permitir a quem lida com tecnologia digital, com cultura, arte ou design. Economia criativa para nós é a dimensão da inovação que vai gerar poten alguma forma de valorização e beneficiamento econômico. Aí nós temos bolsa para potencializar incentivo a estes jovens profissionais entendem que fazendo algo que tem um ineditismo, e isso tem a ver com inovação, além de geração de emprego e renda. Não é um edital fechado, mas algo que pode ter um potencial econômico nas áreas de turismo, lazer e cultura.       POLÍTICA DE BOLSAS – Temos implementado uma política de apoio através de bolsas com a valorização do jovem empreendedor. Pelo menos quatro bolsas estamos financiando com projetos voltados para a Ciência e Tecnologias a estudantes da rede municipal. Há também as bolsas de alunos das universidades; as bolsas de startups, para os que já terminaram cursos de nível superior e estão querendo ou já estão empreendendo com um produto novo. Já temos casos concretos de receitas que o município recebe por produtos que foram desenvolvidos em Campos e estão em Curitiba, Vitória e crescendo pelo Brasil.  (Veja vídeo da entrevista abaixo)

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